A Companhia Brasileira de Ópera de Câmara propõe uma nova maneira de ouvir, ver e sentir a ópera
A Companhia Brasileira de Ópera de Câmara nasce do desejo de colocar o intérprete no centro da concepção do espetáculo. Ela foi criada para celebrar a potência dramática da voz, aproximar o público de obras que transformaram a história e propor pontes entre tradição e contemporaneidade. Por ser concebida para um número reduzido de músicos, a ópera de câmara pode ser montada em palcos menores, ampliando a acessibilidade do público ao gênero, sem perder a sua profundidade artística.
A Companhia Brasileira de Ópera de Câmara inicia sua temporada apresentando La Serva Padrona e La Contadina (1765), a partir de 21 de janeiro, no Teatro B32. O projeto reforça a relevância da colaboração artística, reunindo cantores, músicos, diretores, orquestras e instituições parceiras, como o Teatro B32 e a SP Chamber Orchestra, que acompanham a companhia desde sua concepção. A iniciativa chega para fortalecer e valorizar a cena da ópera de câmara no Brasil.
Curto, ágil e irresistível, o intermezzo La Serva Padrona (1733), de G.B. Pergolesi, tornou-se uma das obras mais influentes do repertório cômico da história da ópera. La Contadina (1765), de Hesse, dialoga com esse mesmo universo, mas com a elegância e o refinamento característicos de um dos maiores mestres do barroco tardio.
As duas obras mostram, em ambientes diferentes, os mesmos jogos humanos de desejo, poder e afeto. La Serva Padrona revela, dentro de casa, como a astúcia de uma criada transforma relações e o equilíbrio doméstico. La Contadina leva esse mesmo impulso para o campo, onde as estratégias amorosas ganham um tom mais aberto e ingênuo. Juntas, formam um duplo retrato da sociedade italiana do século XVIII, destacando a esperteza feminina, a comédia das relações e a observação refinada do comportamento humano que torna a ópera de câmara um espaço de intimidade e reconhecimento.
Ficha Técnica:
G. Pergolesi: La Serva Padrona
J. Hasse: La Contadina
Com: Carla Conttini, Saulo Javan e Will Anderson
Direção Musical: Giovanna Elias
Direção Cênica: Mauro Wrona
