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PARIS
Conhecido nos grandes Teatros do país, Jorge Takla marcou a história dos palcos brasileiros e do mundo dirigindo óperas e musicais de estrondoso sucesso. O diretor encena agora ‘Paris’ junto à Studio 3 Cia de Dança, com direção coreográfica do renomado Anselmo Zolla. A obra de teatro-dança desfila em uma coreografia surpreendente a arte de grandes personagens históricos da arte do século XX que viveram em Paris, tais como Vaslav Nijinsky, Igor Stravinsky, Cole Porter, Gabrielle Chanel, Isadora Duncan, Marlene Dietrich, Josephine Baker, Pablo Picasso, Tamara Karsavina e Boris Kochno, tendo como pano de fundo amores, polêmicas e eventos históricos (guerras, censuras, derrocadas) que marcaram sua arte.
- Quinta20h
- Sexta20h
ENSAIO SOBRE A MEMÓRIA
Livremente inspirado no conto A outra morte, de Jorge Luis Borges, o espetáculo desloca o foco do acontecimento para sua interpretação. Mais do que reconstituir um fato, interessa à encenação expor os mecanismos que produzem diferentes versões — e como elas são atravessadas por contexto político, subjetividade e interesse.
- Segunda19h
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado18h
- Domingo18h
OVERTONGUE
Overtongue é o espetáculo da artista brasileira Michelle Moura, sediada em Berlim, que trata da voz desencarnada e da confusão de significado como resposta ao caos informativo e à polarização do nosso tempo. A coreógrafa trabalha a voz como algo sensorial, não só como fala ou linguagem. Ao usar o ventriloquismo, ela faz a voz parecer descolada do corpo, criando uma experiência diferente para o público.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
A ÚLTIMA ENTREVISTA DE MARÍLIA GABRIELA
Em maio de 2024, Marília Gabriela entra em cena para uma última entrevista, e dessa vez será ela a entrevistada, e por uma pessoa que lhe é muito familiar: seu filho caçula, Theodoro Cochrane. A comédia dramática “A Última Entrevista de Marília Gabriela” se passa durante um programa de entrevistas ao vivo no teatro, onde ficção e realidade se misturam e o que era para ser apenas uma entrevista vira um jogo perigoso que revela os arquétipos da relação entre mãe e filho. Durante o espetáculo, feminismo, conflitos geracionais, etarismo e a fronteira entre o público e o privado são alguns dos temas abordados que norteiam o texto, entretendo e emocionando o público. Sem a quarta parede, o espectador é convidado a participar ativamente da montagem, respondendo até ao famoso batebola, marca registrada de Marília Gabriela.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo17h
TEIMAR ATÉ QUE BROTE
Teimar até que brote, se inspira na organização das agricultoras urbanas periféricas da Zona Leste e mergulha no desafiador e poético processo de criação de uma horta comunitária na Zona Leste. A peça ecoa as vozes que revelam a imensa teimosia e o sonho coletivo necessários para transformar um terreno “Condenado a num dá nada”, repleto de lixo, pedras e cercado pela lógica urbana. Narrando a jornada desde a árdua remoção de pedras até a espera pelo brotar, a peça celebra a resistência de fazer vingar a vida em “Terra desenganada”, mostrando como a terra não só muda pessoas, mas também representa um ato profundo de fincar raízes de esperança e possibilidade em meio à disputa por espaço na periferia.
- Sexta20h
- Sábado20h
2 MUNDOS
Inspirado na colonização da América e dos territórios do mundo todo, o espetáculo conduz o espectador a viajar por um tempo passado que encontra analogias contínuas com o presente. 2 MUNDOS conta a história do encontro de duas culturas opostas, onde se revelam os sentimentos e motivações mais profundas da humanidade. Quando no embate das diferenças explode a luta pela vida, a morte de um jovem acontece trazendo uma nova esperança.
- Sexta09h30 e 15h
- Domingo20h
PRA FAZER TEMPESTADE
Livremente inspirado em "Uma Outra Tempestade", de Raquel Carrió e Flora Lauten, e em diálogo com diferentes textos de William Shakespeare e "Uma Tempestade" de Aimé Césaire, Pra Fazer Tempestade propõe uma fabulação radical sobre a diversidade étnico-cultural do mundo diante da hegemonia colonial. Depois de um naufrágio, diversas personagens de Shakespeare aportam numa ilha do Sul Global, onde são questionados, desafiados, zombados e curados por uma legião de Encantados de diferentes origens. Num jogo face-a-face e repleto de transmutações perguntas pairam no ar: Onde estará Próspero? Para onde foi Caliban?
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
TERRITÓRIO CRIATIVO EM CONFLITO: AÇÕES UNDERGROUND SOBRE CULTURA, TERRITÓRIO E SOBREVIVÊNCIA
“Do subsolo, a substância do mundo emerge. É uma emergência que o asfalto, o concreto, o cimento e o aço não conseguem conter. Raizes racham tudo. Nada que jogam no lixo vai pra fora; é um verso, universo, não avesso. Não existe avesso. Não existe espaço vazio. O underground sempre vaza para cima” (Freemas, relato colhido em Troca Coletica Criativa). A partir de pesquisas documentais e performáticas, o trabalho busca compreender as disputas territoriais e simbólicas travadas pelos movimentos culturais underground ao longo do tempo, em especial na cidade de São Paulo. O conceito de “território criativo em conflito”, aqui, é compreendido como a disputa permanente entre práticas culturais insurgentes e os mecanismos de captura, mercantilização e controle da arte e da vida urbana. Corpo-território, registro, troca e festa compõem todo o percurso desta pesquisa que será celebrada na presença de todos que quiserem comparecer.
- Sexta18h
- Sábado18h
- Domingo17h
NÃO SE ESQUEÇA DE MIM
Três amigas de longa data na faixa dos 60 anos se encontram de tempos em tempos para colocar a vida e seus acontecimentos em dia. Neste encontro, porém, é dada uma missão: Que cada uma se reinvente.
- Sábado17h
- Domingo17h
ENTRE A CRUZ E OS CANIBAIS
Um Juiz autoritário, que ninguém obedece, encontra o Vereador que estava desaparecido há meses e descobre que ele sequestrou ilegalmente tupis aliados, o que pode desencadear um ataque contra a pequena vila de 300 habitantes isolada do mundo europeu pela íngreme Serra do Mar. Quando o Procurador chega informando que o Governador-geral do Brasil está a caminho, tudo vira de pernas pro ar. Como receber um nobre português em condições tão precárias? Mesmo assim, esta que viria a ser, mais de 400 anos depois, a maior cidade das Américas, tem seu primeiro ímpeto de progresso econômico com a exploração da mão de obra indígena em larga escala.
- Sábado19h
- Domingo18h
TRÊS IRMÃS
Três Irmãs de Anton Tchekhov conta a história de três irmãs — Olga, Macha e Irina — que vivem em uma pacata cidade do interior da Rússia, mas que sonham com uma vida melhor em Moscou. Presas a uma rotina vazia, elas enfrentam o tédio, a saudade do passado e a esperança de um futuro que nunca chega. Ao redor delas, o tempo passa, as promessas se desfazem e a vida segue sem grandes mudanças. A peça revela um retrato profundo da fragilidade humana e do desespero existencial diante da inércia e da passagem do tempo. O texto questiona a capacidade do ser humano de agir e transformar a própria realidade, com os personagens constantemente desejando mudar, mas permanecendo paralisados em suas circunstâncias.
- Sábado20h
- Domingo17h
MINHA ESTRELA DALVA
Em 2026, essa memória ganha novo corpo e voz no palco através de um encontro de gigantes. Soraya Ravenle, que iniciou sua brilhante carreira no teatro musical integrando o coro de ‘A Estrela Dalva’ (1987), grande sucesso de Borghi com Marília Pêra, retorna agora para ocupar o centro do palco e encarnar a própria estrela. Com sua potência vocal e sensibilidade, ela não interpreta apenas a “rainha do rádio”, mas a força da natureza que cantou a dor rasgada antes disso virar moda; a mulher que desafiou os moralismos de sua época com o peito aberto e a garganta em chamas. Soraya traz à cena o mito humano, o “rouxinol do Brasil”, que ensinou a um país inteiro que o sofrimento, quando cantado, vira beleza.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
RENDAS
A encenação constrói um mosaico de lembranças, afetos e identidade, guiado por uma trilha sonora que mescla clássicos da música nordestina a composições autorais. Entre as inspirações musicais estão nomes como Alceu Valença e Lia de Itamaracá, além de criações de Bia Lourenço e Livia Mattos, que reforçam a pluralidade do espetáculo. Rendas apresenta ao público uma teia de histórias e referências culturais, valorizando as rendas de bilros e o papel das mulheres rendeiras na preservação desse saber tradicional. O espetáculo também convida à reflexão sobre a continuidade dessas práticas e sobre o risco de desaparecimento de conhecimentos que compõem a identidade brasileira.
- Sábado16h
- Domingo16h
MOSCOU PARA PRINCIPIANTES
MOSCOU PARA PRINCIPIANTES investiga, de uma forma provocativa e bem-humorada, os sentidos contemporâneos do trabalho e sua relação com o desejo e a capacidade de criação de outras realidades possíveis em tempos instáveis. Com procedimentos livremente inspirados nos diálogos de As Três Irmãs, de Anton Tchekhov, a dramaturgia recorre à transcrição poética de uma série de conversas promovidas em dois núcleos de mulheres, três atrizes em processo de criação e um grupo de aposentadas da terceira idade.
- Sábado20h
- Domingo19h
REMETENTE: GANDHI
Uma atriz e um ator, em sério conflito e decididos a encerrar a parceria profissional, recebem uma carta sem remetente. Com a ajuda de Telonaldo, um telão cheio de personalidade, viajam até a Índia e descobrem que o misterioso remetente é ninguém menos que Mahatma Gandhi. À medida que revivem episódios emblemáticos da vida do líder pacifista, percebem novas formas de diálogo e reconciliação. O espetáculo mescla linguagem teatral e audiovisual. A encenação utiliza animações 2D projetadas em um telão-personagem, o divertido Telonaldo, que conversa com os atores, cria cenários, transporta o público para a Índia e ajuda a contar a história ora de forma objetiva, ora subjetiva. A montagem propõe um encontro sensível e poético com a trajetória de Gandhi, convidando crianças, jovens e adultos a refletirem sobre empatia, respeito, coragem e as pequenas potências da não violência no cotidiano.
- Sábado16h
- Domingo16h
