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PRA LÁ DE MARRAKECH
A atriz iraniana Khazar tem um nome difícil de ser pronunciado por brasileiros. Por isso, assume por uma noite ser a Sherazade de Mil e Uma Noites, figura de origem persa mundialmente conhecida. Essa Sherazade conta apenas uma única história ao rei. Uma história que traduz, sob uma perspectiva mítica, acontecimentos históricos do povo iraniano: da repressão dos anos 80 aos massacres de 2026. Ao final, o mito se choca com a realidade, transformando o ato de narrar em uma ferramenta de vingança, impedindo que as resistências iranianas sejam apagadas e um convite para que o público brasileiro reencontre suas próprias vozes de resistência.
- Sexta21h30
- Sábado18h30
- Domingo18h30
OS GIGANTES DA MONTANHA
Última obra de Luigi Pirandello, Os Gigantes da Montanha permaneceu interrompida após a morte do autor, em 1936, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. Pirandello dedicou oito anos de sua vida à escrita da peça, deixando concluídos apenas os dois primeiros atos. O desfecho da obra chegou até nós apenas por meio de um relato feito por seu filho, a quem o dramaturgo confidenciou, em seu leito de morte, que o final estava pronto — mas jamais chegou a escrevê-lo. A trama acompanha a chegada de uma trupe de teatro decadente à misteriosa Vila, habitada por seres deslocados da sociedade que vivem entre sonho e fantasia. Liderados pela Condessa Ilse, os artistas carregam a obsessão de encenar uma peça escrita por um poeta morto por um amor não correspondido. Após o fracasso diante do público, restam à companhia apenas os figurinos, a precariedade e a insistência em continuar criando.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
OS SACRIFÍCIO DE CASSAMBA BECKER
Cassamba Becker, a grande atriz, finalmente se aposentou e fez de lar o lixão de alguma praia perdida Brasil afora. De lá, ela observa as barbatanas fluorescentes das baleias e vislumbra um mundo mais vasto, sensual e iluminado. “Da insatisfação chegaremos à potencialidade coletiva”, disse certamente Dercy Gonçalves. Ou Gramsci. Pouco importa. O presente não basta. Só o entulho salva.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
OS SAPATOS QUE DEIXEI PELO CAMINHO
Diante de um abismo, Poim revisita a própria trajetória. Migrante nordestino vivendo em São Paulo, ele reorganiza lembranças, afetos e enfrentamentos para reconstruir sua história e imaginar novos caminhos possíveis.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo19h
MOSTRA MICELIAL – RAÍZES EM CONEXÃO
A MOSTRA MICELIAL – RAÍZES EM CONEXÃO integra o projeto Pé dentro, Pé Fora – 15 (+1) Anos do Núcleo Pé de Zamba, contemplado pela 38ª edição do Programa de Fomento à Dança para a Cidade de São Paulo. Mais do que celebrar a trajetória do coletivo, o projeto transforma o Olido em um espaço de encontro entre dança, memória, pesquisa e troca de saberes
- TerçaConfira a programação
- QuartaConfira a programação
- QuintaConfira a programação
- SextaConfira a programação
- SábadoConfira a programação
- DomingoConfira a programação
MOBILIADO
Uma corretora, um cliente. Uma casa à venda. E algo que insiste em não ir embora.
- Sábado20h
- Domingo20h
SIMPLESMENTE EU, CLARICE LISPECTOR
Clarice Lispector conversa com o público sendo ela mesma e suas personagens, quatro mulheres que, para Beth Goulart, representam as várias facetas de Clarice: Joana, que representa impulso criativo selvagem de “Perto do Coração Selvagem”; Ana, do conto “Amor”, que representa a fase da autora dedicada ao marido e aos filhos; Lori, da obra “Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres, uma professora primária que se prepara para descobrir e se entregar ao amor; e uma personagem sem nome do conto "Perdoando Deus, com sua ironia, inteligência e humor.
- Sexta20h
- Sábado19h
- Domingo19h
GENTE DE CLASSE
Em 2040, um condomínio de luxo deixou de ser apenas o lar de uma família de classe média, para se tornar um retrato das tensões sociais e contemporâneas. Em uma rotina aparentemente comum, uma mãe solo e seus dois filhos vivem cercados pelo conforto e desejo de empreendedorismo; mesmo em um mundo abalado por revoltas sociais e desigualdades crescentes.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
AS PALAVRAS DA NOSSA CASA
Drama imersivo e itinerante inspirado livremente em obras do cineasta Ingmar Bergman. Uma famosa cantora lírica visita a sua filha no casarão que ela divide com o marido presbítero. Durante a visita, mãe e filha tentam se reaproximar e dirimir as mágoas do seu passado. Nessa montagem do Núcleo Teatro de Imersão, os espectadores percorrem os diversos ambientes do casarão, sem separação entre palco e plateia.
- Sábado15h e 18h
- Domingo15h e 18h
A RAPOSA E AS UVAS
Na Grécia Antiga, um filósofo que não quer saber de dinheiro enfrenta um rico cheio de poder, mas sem talento — e o resultado é um duelo afiado, cheio de ironia e boas tiradas. Entre provocações e situações inusitadas, a peça brinca com uma situação bem conhecida: quando não se consegue algo… prefere-se dizer: “nem queria mesmo...”.
- Sábado20h30
RESET AMÉRICA LATINA
Marcando a segunda experiência do coletivo na caixa cênica, Reset América Latina desloca para o espaço fechado do teatro uma pesquisa antes realizada em diálogo direto com a cidade, e se pergunta como trazer o território para dentro do cruzeiro, convidando o público a embarcar em uma viagem satírica sobre o que constitui a identidade Latino Americana.
- Quinta20h30
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo17h30
QUANDO EU ERA MULHER
No palco, a atriz transita entre diferentes “Marianas”, construídas a partir dessas vivências compartilhadas, em uma encenação que combina linguagem do absurdo e estética minimalista. A proposta é deslocar o olhar do público, expondo mecanismos sutis de desvalorização e controle que atravessam o cotidiano feminino.
- Quinta20h
MASSAPÊ
Massapê surge da pesquisa do Grupo Andaime, das lembranças e memórias dos cortadores de cana e de suas famílias, remanescentes do povo negro, quando empreenderam uma travessia do interior de Minas Gerais para a lida nos canaviais de Piracicaba, interior de São Paulo. História de boa parte do povo brasileiro, a montagem é resultado do entrecruzamento entre memória e invenção, com a utilização de vivências reais e um inventário de lembranças da “família Silva”, como recurso disparador para a criação de cenas, além da busca de uma linguagem poética inspirada nas obras de Guimarães Rosa.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo16h
MEU PAI, HAMLET
Unindo elementos autobiográficos, música clássica e skate, a encenação de "Meu Pai, Hamlet” coloca no centro do palco um pai e sua filha para experimentarem o lugar um do outro através da arte. Na dinâmica, o percussionista sinfônico Marco Monteiro — que também é skatista — encara os dilemas do clássico de Shakespeare, enquanto a atriz e dramaturga Julia Pedreira tenta dominar a complexidade rítmica de Stravinsky.
- Sábado17h
- Domingo17h
ERROS FANTÁSTICOS
“Quem eu vou ser quando crescer? O que você faria se soubesse que não conseguiria fracassar? Quantos sonhos descansam mortos dentro de você?” A peça “Erros Fantásticos” acompanha a angústia de uma jovem inteligente e reflexiva, cujas paixões, ambições e desejos foram pulverizados pelos “conselhos” do sistema. Aos 25 anos, Eva é uma mulher subjugada pelo mercado de trabalho que a reduz a um instrumento produtivo, lutando contra um futuro do qual não consegue escapar, por se ver rendida às vulnerabilidades financeiras, às pressões familiares e aos temores do fracasso. Atordoada pelo arrependimento em suas escolhas e desiludida com o futuro da humanidade, a contemporânea heroína nos transporta para fragmentos de suas memórias, em uma tentativa de desmontar o seu cativeiro mental e compreender a inquietude por trás de suas dúvidas. À beira do abismo, a protagonista contempla a dicotomia de uma nova decisão: a própria destruição ou a sua reinvenção como sujeito.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
