“Absolvição” chega ao Teatro Poeira trazendo as confissões de um homem que decide fazer justiça com as próprias mãos
Monólogo com Andriu Freitas e direção de Daniel Herz apresenta uma história de suspense com reviravoltas e muitas revelações que faz o público refletir
Um dos espetáculos teatrais mais impactantes de 2025 segundo a crítica especializada, “Absolvição” chega ao Teatro Poeira, ocupando o Poeirinha de 7 de julho a 26 de agosto, às ter e qua, 20h. A história traz as confissões de um homem com um propósito obsessivo: caçar abusadores e fazer justiça com as próprias mãos, nos levando questionar o que leva uma pessoa aparentemente comum a se tornar um vingador solitário. A narrativa da peça está envolta no significado da palavra absolvição, que tem significados importantes tanto no âmbito religioso, quanto no jurídico.
Esse é o poder do teatro: nos confrontar com verdades incômodas e, às vezes, nos deixar sem respostas definitivas. Com a atuação visceral de Andriu Freitas e direção precisa de Daniel Herz, “Absolvição” traz um enredo instigante, reviravoltas e revelações, levantando questões profundas sobre ética e justiça, provocando o público a refletir: é um anjo vingador em uma missão divina ou simplesmente um criminoso?
O texto original do irlandês Owen O’Neill e traduzido por Diego Teza, aposta em saltos temporais que revelam aos poucos as camadas desse homem atormentado. Para desenvolver o texto, o dramaturgo conta que entrevistou vários homens que haviam sido abusados na infância.
Na montagem brasileira, Andriu Freitas se desdobra entre diferentes facetas de seu personagem, ora movido pela dor e pela memória de traumas passados, ora tomado pelo fervor de sua missão de justiça. O ator acredita que a peça não oferece respostas fáceis. “Pelo contrário, ela instiga o público a pensar sobre as instituições que deveriam nos proteger, sobre a dor que molda nossas escolhas e sobre os limites da ética e da lei”, comenta Andriu. A direção de Daniel Herz conduz o espetáculo para fora do óbvio, trazendo soluções e movimentações cênicas que trazem uma bela plasticidade à peça, ao mesmo tempo que nos fazem enxergar as histórias narradas pelo polêmico personagem. “O texto lança uma provocação ao público que inevitavelmente vai sair do teatro tomado por essas perguntas. Também provoca um estado contraditório e me parece que é disso que são feitos os bons textos de teatro”, explica Herz.
A peça, que estreou do Espaço Abu, seguiu para o palco do Teatro Laura Alvim e foi convidada pelo TJRJ para uma temporada no Centro Cultural do Poder Judiciário (CCPJ), agradou público e crítica: “Teatro-denúncia. Um trabalho digno de duradouros aplausos” Gilberto Bartholo; “Experiência teatral ousada e profundamente impactante!” Claudia Chaves; “Espetáculo obrigatório para quem gosta de sólido teatro de verdade sintonizado com a contemporaneidade” Wagner Corrêa de Araújo; “O teatro para além do moralismo judicante” André Queiroz.
Sucesso em sua estreia no Festival Fringe de Edimburgo, a peça rapidamente conquistou a aclamação da crítica. Em seguida foi apresentada nos palcos de Nova York e Londres, chegando pela primeira vez ao Brasil, no Rio de Janeiro. Com um enredo impactante, “Absolvição” fica em cartaz até o final de agosto no Teatro Poeira (Poeirinha), em Botafogo, entregando uma performance intensa e visceral, em um espetáculo que promete não deixar ninguém indiferente.
Ficha Técnica:
Atuação e Idealização: Andriu Freitas
Texto: Owen O’Neill
Tradução: Diego Teza
Direção: Daniel Herz
Diretora Assistente: Carol Santaroni
Cenário e Figurino: Wanderley Gomes
Iluminação: Aurélio de Simoni
Trilha Sonora: Pedro Araujo
Cenotécnica: Beto de Almeida
Design Gráfico: Luiz Stein
Fotografia: Victor Hugo Cecatto
Operador de luz: Bruno Aragão
Operador de som: Daniel Studart
Direção de Produção: Bárbara Montes Claros
Assistente de Produção: Renata Valois
Assessoria de Comunicação: Rodolfo Abreu / Interativa Doc
Apresentado por: Pirata Produções
Instagram: @absolvicao.peca
