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TRILOGIA DA NOITE ESCURA DA ALMA

Catedral da Sé de São Paulo recebe trilogia teatral itinerante sobre três ícones carmelitas

São três monólogos que possuem pontos em comum. O mesmo tema – “a noite escura da alma” – perpassa as dramaturgias que contam as histórias de duas santas e um santo, ícones carmelitas venerados na fé católica: Santa Benedita Tereza da Cruz (1891-1942) – Edith Stein, a Estrela e a Cruz, vivida em cena por Daniela Schitini; São João da Cruz (1542-1591) – João da Cruz, interpretado por Helder Mariani; e Santa Theresinha do Menino Jesus (1873-1897) – Theresinha, interpretada por Gabriela Cerqueira. Outras duas atrizes – Katia Naiane e Nicoli Rizzoli – atuam no espetáculo performando e conduzindo o público pela Catedral da Sé para o encontro com os três santos e “a noite escura da alma”.

As histórias ultrapassam os limites do campo religioso ao discutirem os conflitos existenciais humanos, numa perspectiva contemporânea, dialogando com os desafios éticos atuais, tão vivenciados, principalmente, pelos cidadãos das grandes capitais onde o excesso de trabalhos e informações, os medos e a solidão, aprisionam e adoecem os seres humanos.

Ficha Técnica:

Trilogia
Dramaturgia e direção: Helder Mariani.
Elenco: Daniela Schitini (Edith Stein), Helder Mariani (João da Cruz) e Gabriela Cerqueira (Theresinha).
Atores condutores: Katia Naiane e Nicoli Rizzoli.
Coordenação de operação de luz e som: Sylvie Laila.
Designer gráfico: Thierry Avelar.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Idealização e produção: Cia. da Palavra.

Programação:

Edith Stein, a Estrela e a Cruz
Dia 2 de agosto de 1942, 17 horas. Dois oficiais da SS, organização paramilitar nazista, entram no Mosteiro das Carmelitas Descalças de Echt, Holanda, e exigem imediatamente a saída da Monja Teresa Benedita da Cruz, ou como era conhecida nos meios intelectuais alemães, Professora Doutora Edith Stein, filósofa de grande importância na Fenomenologia.
O monólogo teatral é baseado nos escritos de Edith Stein, mulher e intelectual judia que se converteu ao cristianismo católico. A ação se passa no momento em que ela vai até sua cela monástica arrumar as poucas coisas que lhe foram autorizadas a levar consigo para a prisão. Naqueles breves minutos, toda a história de sua vida passa pelo seu pensamento, como numa retrospectiva, desde a família judia até a entrada na Ordem Religiosa das Carmelitas Descalças. Segundo informações oficiais, Edith Stein morreu na câmara de gás de Auschwitz, em 9 de agosto daquele ano. O espetáculo estreou em julho de 2023, no Teatro das Paulinas, em São Paulo. Teve uma pré-estreia no Encontro Nacional da PASCOM – CNBB, em Itaici.
Ficha Técnica:
Atriz: Daniela Schitini.
Dramaturgia e encenação: Helder Mariani.
Voz em off: Denise Weinberg.
Trilha sonora: Dagoberto Feliz.
Direção de arte: Helder Mariani e Daniela Schitini.
Produção e realização: Cia. da Palavra.
Duração: 30 minutos.

João da Cruz
Monólogo teatral inspirado nos escritos de São João da Cruz, poeta e místico espanhol do século XVI. A ação se passa durante nove meses (de meados de dezembro de 1576 a agosto de 1577) em que o Frei João da Cruz foi prisioneiro dos Carmelitas Calçados, seus próprios confrades, numa cela minúscula, uma cavidade na parede que servia de latrina na hospedaria do Convento, em Toledo. Sem condições de higiene, com parca comida, recebendo torturas físicas e psicológicas, a única ideia que lhe vinha à cabeça, obsessivamente, como uma inspiração divina, era a de fugir. Com uma poesia e uma mística que ultrapassaram os limites do discurso religioso, a obra escrita de Frei João Cruz faz parte da literatura clássica espanhola. O monólogo retrata a obra literária do santo com suas ideias radicais, expressas pela palavra escrita e pela sua prática de vida, traz um João da Cruz consumido pelos tempos de prisão, solitário e humilhado, sofrendo altos e baixos emocionais. Ele, “santo”, também carregou contradições existenciais que, depois da Idade Moderna, se tornaram cada vez maiores. Consumido por uma sede de Infinito, de Deus; vivendo numa “noite escura” espiritual, o poeta carmelita se recusa a abrir mão da luta para renovar/evangelizar a sua ordem religiosa e a própria Igreja do seu tempo.
Ficha Técnica:
Dramaturgia, encenação e atuação: Helder Mariani.
Voz em off: Denise Weinberg.
Trilha sonora: Dagoberto Feliz.
Direção de arte: Pedro Faraldo.
Produção e realização: Cia. da Palavra.
Duração: 30 minutos.

Theresinha
Monólogo teatral criado a partir de uma adaptação dos escritos autobiográficos da jovem francesa Thérèse de Lisieux, canonizada em tempo recorde pela igreja católica, perpetuando-se como Santa Theresa do Menino Jesus; no Brasil popularmente conhecida como Santa Theresinha, a “santinha das rosas”. Traçando uma linha contínua e cronológica de suas memórias, privilegiando o aspecto humano – não por isso menos místico da Santa – a encenação traz a força intrigante presente na ambiguidade de seus pensamentos, que já no século XIX antecipariam reflexões indagativas que marcariam a humanidade na “pós-modernidade”: a procura pelo sentido da existência humana, as angústias e os desconsolos intrínsecos no embate entre a fé e a razão. Theresinha estreou em 2014, em São Paulo, na Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura – Secretaria de Estado da Cultura, onde cumpriu três temporadas. Fez temporada também no parlatório das Irmãs Salesianas, no Colégio Santa Inês, e no teatro do Mosteiro de São Bento, além de muitas outras apresentações: altares de Igrejas de São Paulo; várias cidades paulistas; Mosteiro da Luz; Museu de Arte Sacra do Estado de São Paulo; e nas capitais Curitiba, Belo Horizonte, Vitória e Rio de Janeiro, entre várias outras.
Ficha Técnica:
Atriz: Gabriela Cerqueira.
Dramaturgia e encenação: Helder Mariani.
Orientação artística e preparação da atriz: Denise Weinberg.
Pesquisa: Thiago Brito.
Trilha sonora: Dagoberto Feliz.
Cenografia: Flávio Tolezani.
Adereços: Marcela Donatto.
Figurino: Marcela Donatto em parceria com Gabriela Cerqueira.
Produção e realização: Cia. da Palavra em parceria com a Pulo do Gato Produções Artísticas e Culturais.
Duração: 30 minutos.

 

Locais de encenação: Salão Superior, Cripta, Coro e Altar-Mor

Acessibilidade: Somente para Coro e Salão Superior. Não há acessibilidade para a Cripta.

Detalhes da peça

Status

Em cartaz

Temporada

De 06/10/2026 até 10/11/2026

Dias

  • Terça19h

Duração

140 minutos

Valor

R$80 (inteira) / R$40 (meia)

Região

Centro / São Paulo

Teatro / Espaço

CATEDRAL DA SÉ
Praça da Sé,S/N - Centro,17

Estacionamento

Cafeteria

Sim

Telefone

(11) 3107-6832

E-mail

administracao@catedraldasesp.com

14

Classificação indicativa

Não apropriado para menores de 14 anos

Galeria de fotos
Fotos por Ir. Natividade Pereira,Bianca Barciela,Tiago Bugalo
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