Entre o desejo de ser amado e o medo de perder, há vínculos que nos fazem questionar onde termina a escolha e começa a dependência.
Cartas da Prisão é uma tentativa de tornar visível aquilo que a sociedade insiste em manter invisível”, fala a dramaturga Nanna de Castro que rompe deliberadamente o limite entre realidade e ficção, transitando entre depoimentos verdadeiros e fictícios, entre o noticiário e o poético. Obras como Mulheres que Amam Demais, de Robin Norwood, e Loucas de Amor, de Gilmar Mendes, são referências importantes. “Dentre as facetas das relações abusivas, sempre me intrigaram as mulheres que se correspondem com criminosos sexuais confessos na prisão. É comum que assassinos recebam centenas de cartas de amor de mulheres que os conhecem apenas pelo noticiário. É como se o abuso fosse não apenas aceito ou perdoado, mas acolhido.
Ficha Técnica:
Pesquisa e Atuação: Chica Portugal
Texto: Nanna de Castro
Direção: Buno Kott
Cenário e Figurino: Kleber Montanheiro
Desenho de Luz: Marisa Bentivegna
Desenho de Som: Juliana R.
Caracterização: Beto França
Preparação Corporal: Bruna Magnes
Preparação Vocal: Marilene Grama
Assistente de Figurino e Cenário: Marcos Valadão
Cenotécnico: Evas Carretero
Operação de som: Leandro Goulart
Operação de luz: Violeta Chagas
Voz Off Poema: Nany di Lima
Música: Cálice Intérprete: Paula Mirhan Composição de Chico Buarque e Gilberto Gil
Designer: Jane Santana
Fotos de Divulgação: Rafael Salvador e Lyvia Gamerc
Social Media: Ellen Bueno – Vermelho Ocre
Assessoria de Imprensa: Flavia Fusco Comunicação
Direção de Produção: Chica Portugal
Produção Executiva: Gustavo Soesi
Assistência de Produção e agitadora Cultural: Vanessa Lopes
Realização: Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa; Fà-Móra Produções Artísticas/ Coletivo À Meia Luz
