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FILUMENA MARTURANO
Inspirada em uma notícia de jornal sobre uma mulher que simula estar em estado terminal para convencer o homem que ama a se casar com ela como seu último desejo, Eduardo De Filippo desenvolve a trama de sua peça mais popular, Filumena Marturano (1946). O pano se abre com a revelação do golpe da protagonista, e a história se desenrola, ao longo de uma hora e meia, entre surpresas e revelações sobre o passado dos personagens e suas consequências para o futuro. Depois de vinte e cinco anos de convivência extraoficial com Domênico, que a retirou de um bordel, Filumena guarda um segredo que vem à tona: ela teve três filhos e deseja o casamento para legitimar a paternidade. Mas há uma carta na manga: apenas um deles é filho de Domênico. Talvez sejam os três, mas esse é um trunfo que Filumena não entrega de bandeja. Entre a comédia e o drama sentimental, De Filippo resgata, por meio da ficção, o sobrenome que ele e seus dois irmãos, filhos ilegítimos, nunca tiveram. A arte corrige a vida, para deleite dos espectadores.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
MOSTRA DE REPERTÓRIO CIA BENDITA
A mostra integra um projeto mais amplo que propõe um mergulho na produção dramatúrgica voltada às infâncias, de 1948 aos dias atuais. Ao longo de 2026, a Cia Bendita reúne artistas, pesquisadores, educadores e grupos teatrais em um processo de investigação que procura recuperar obras, autores e experiências que ajudaram a construir o teatro infantil brasileiro.
- Sábado11h e 16h
- Domingo11h e 16h
QUASE UMA ESTÓRIA – ÁGUA PARADA QUE SUMIU NO BURACO
Neste país de narrativas apagadas e distorcidas, o que é Estória e o que é História? Temos nos organizado a partir de qual perspectiva/narrativa? Qual cosmovisão consideramos diante da pergunta: Quem somos nós?
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
A FÁBRICA DOS VENTOS
No reino das bexigas, todas as pessoas sobrevivem vendendo a única coisa que lhes resta: o sopro, a energia vital. Ao final de cada dia, atendendo às ordens do rei, um soldado passa recolhendo as bexigas cheias. Dois palhaços sonham com dias melhores, de plena respiração e de brisa suave. Mas também disputam e competem entre si. Até o momento em que encontram seus iguais: o público.
- Sábado19h
- Domingo19h
SAVANNAH BAY É VOCÊ
Imaginado especialmente para a Ocupação Helena Ignez, em cartaz no Itaú Cultural, o espetáculo “Savannah Bay é Você”, com direção geral e adaptação de André Guerreiro Lopes, reinventa a obra-prima de Marguerite Duras como uma experiência de cinema expandido. Em busca de sua própria identidade, uma jovem (Djin Sganzerla) tenta reconstruir a memória fragmentada de uma atriz (Helena Ignez), que oscila entre o esquecimento e a recusa de lembrar. Enquanto essa história é continuamente construída, desfeita e reinventada, realidade e imaginação tornam-se indissociáveis, revelando um universo onde o amor, a perda e o tempo sobrevivem apenas como vestígios.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
NUVEM
A peça é um mosaico de monólogos ácidos, cômicos e dolorosamente humanos, que expõem personagens à beira do colapso: um ator que sabe tudo, critica todos e nunca termina nada; pessoas que buscam afeto em robôs para não enfrentar a complexidade do outro; crenças rasas disfarçadas de salvação; relações mediadas por telas, filtros e discursos prontos. Todos falam demais, escutam pouco e acreditam, com convicção assustadora, que estão certos.
- Sábado20h30
JOÃO, JOÃOZINHO, JOÃOZITO
João, Joãozinho, Joãozito acompanha a infância de João Guimarães Rosa em Cordisburgo (MG), sua cidade natal até se mudar para Belo Horizonte, cercado por livros, animais, brincadeiras e descobertas. Em uma narrativa musical e linguagem lúdica, o espetáculo convida crianças e adultos a embarcarem na jornada do menino que transformaria suas vivências no sertão nas obras que o consagraram um dos maiores escritores do Brasil.
- Quinta11h
- Sexta11h
- Sábado15h
- Domingo14h
SENHOR DIRETOR
No cenário minimalista composto apenas por uma cadeira e assinado por Analu Prestes (assim como o figurino), a professora aposentada Maria Emília passeia pelas ruas de São Paulo no dia de seu aniversário de 62 anos e se choca ao avistar a capa de uma revista na banca de jornal com um casal seminu enlaçado, estopim para sua indignação com o caos em que vê a sociedade mergulhada. Decide, então, escrever uma carta ao diretor do Jornal da Tarde para expor sua revolta e, à medida em que mentalmente elabora a carta, tem seu pensamento disperso entre recordações e impressões sobre os acontecimentos à sua volta.
- Sábado14h30 e 17h
- Domingo14h30 e 17h
