Um solo sobre amor, memória e resistência
Primavera Cega é um solo autoficcional que atravessa a homofobia, o machismo e os apagamentos que começam dentro de casa. A partir da relação entre uma mãe e um filho, o espetáculo revela como essas estruturas moldam afetos, identidades e silêncios no ambiente familiar. Entre memórias fragmentadas, a narrativa expõe violências íntimas que geram distanciamentos e rupturas, enquanto a presença da Doença de Alzheimer tensiona os limites entre lembrança e esquecimento. Em cena, diferentes camadas de apagamento — social, afetivo e neurológico — se entrelaçam, questionando o que permanece quando tudo parece desaparecer.
