Do encontro entre dois artistas movidos pela mesma chama — o amor absoluto pelo teatro — nasce um espetáculo que abre a discussão sobre a morte assistida
O ÚLTIMO ATO nasce de um encontro casual: foi numa manhã de outono, entre um café e um pão de queijo, que Eduardo convidou Franz para escrever um novo texto teatral. Um mês depois, a obra estava pronta. Dessa parceria surgiu um espetáculo potente e sensível, que aborda uma história de amor entre dois homens e mergulha em um tema delicado e urgente: o suicídio assistido. A direção é assinada por Elias Andreato.
Na trama, um pintor de reconhecimento internacional e seu companheiro mais jovem, juntos há 43 anos, preparam-se para viajar ao Porto, em Portugal — cidade onde se conheceram. A princípio, seria apenas mais uma das muitas viagens que o casal realizou ao redor do mundo, não fosse esse o último destino antes da decisão definitiva do pintor: recorrer ao suicídio assistido após o agravamento dos sintomas do Alzheimer.
Na noite que antecede a partida, o companheiro mais jovem faz e recebe ligações de amigos próximos. Essas conversas constroem diferentes pontos de vista sobre a escolha extrema, ampliando o debate e revelando, sobretudo, a força dos vínculos afetivos. Em meio à despedida, o espetáculo destaca a importância do amor, da amizade e do respeito à decisão do outro, mesmo quando ela exige a maior das renúncias.
Com delicadeza e coragem, O ÚLTIMO ATO propõe uma reflexão profunda sobre autonomia, dignidade e o amor que permanece até o fim.
Ficha Técnica:
Texto: Franz Keppler
Direção: Elias Andreato
Atuação: Eduardo Martini
