Espetáculo Valsa nº 6, da Cia. Cães Errantes faz curta temporada no Espaço Parlapatões, em setembro
Escrito em 1951, o único monólogo de Nelson Rodrigues acompanha Sônia, uma jovem assassinada aos 15 anos que tenta reorganizar os fragmentos de sua própria história. Entre lembranças confusas e lacunas, a personagem constrói e desconstrói sua narrativa enquanto busca compreender os acontecimentos que levaram à sua morte.
Na montagem, texto e interpretação ganham foco central. Sem cenários ou figurinos que remetam a uma época específica, a encenação reforça o aspecto atemporal da obra, aproximando-a de questões urgentes da atualidade como a violência de gênero e o abuso infantil. A proposta é partir do minimalismo para criar uma experiência em que o público participe ativamente da reconstrução da história de Sônia.
Ficha Técnica:
Texto: Nelson Rodrigues
Direção: Gabriel Starobinas
Elenco: Fernanda Gidali
Sonoplastia: Nina Darin
Iluminação: Gabrielle Costa e Gabriel Starobinas
Operação de luz: Caroline Rúbio
Produção geral: Vitória Anibal
Realização: Cia. Cães Errantes
