A Última Valsa de Zelda Fitzgerald
Após sua primeira temporada realizada em abril, “A Última Valsa de Zelda Fitzgerald” retorna aos palcos de São Paulo em setembro de 2026. O espetáculo será apresentado todas as quintas e sextas-feiras do mês, às 20h, no º Andar, em Santa Cecília.
Por muito tempo, Zelda Fitzgerald foi lembrada mais como símbolo de uma época do que como autora da própria história. Associada ao brilho da Era do Jazz, à imagem da mulher excessiva e à fama de F. Scott Fitzgerald — escritor de O Grande Gatsby e de outros marcos da literatura mundial —, sua trajetória foi frequentemente reduzida a estereótipos que a colocavam no lugar da musa, da esposa difícil e da figura instável.
Em “A Última Valsa de Zelda Fitzgerald”, esse olhar é deslocado. O solo teatral resgata a complexidade de uma mulher artista, escritora e pensadora, cuja voz foi tantas vezes abafada pela narrativa construída ao seu redor.
Com atuação e concepção de Larissa da Matta e dramaturgia assinada por ela em parceria com Pedro Amaral, o espetáculo propõe ao público uma imersão na vida e na obra de Zelda para além do imaginário romântico e trágico que a transformou em personagem secundária de uma história masculina.
Em cena, sua trajetória emerge como a de uma mulher em conflito com o tempo em que viveu, com o casamento que a atravessou, com a disputa pela autoria da própria vida e com as tentativas insistentes de afirmar sua criação em um mundo que parecia disposto a lhe negar lugar.
A peça acompanha Zelda desde sua juventude no sul dos Estados Unidos até a consagração social nos anos 1920, passando pelos embates de seu casamento com Scott Fitzgerald, pelas tensões entre vida íntima e produção artística, pela vontade de existir para além da figura de esposa célebre e pelo agravamento de sua saúde mental.
Entre festas, delírios, memórias e internações, o espetáculo constrói o retrato de uma mulher intensa, contraditória e profundamente humana.
