Alessandra Queiroz protagoniza seu primeiro solo na Cia Antropofágica, que investiga a palavra, a informação e as vozes femininas historicamente silenciadas
Em cena, Alessandra não interpreta uma personagem única. A atriz constrói um palimpsesto vocal a partir de diferentes mulheres, históricas e ficcionais, entre elas Safo, Marguerite Duras, Rosa Luxemburgo e Cassandra. Esta última funciona como uma espécie de chave para a montagem: a figura mitológica que anuncia acontecimentos e não é ouvida estabelece uma relação com outras vozes femininas que, ao longo da história, tiveram seus discursos desacreditados ou apagados.
O que acontece quando deixamos de contar histórias e passamos apenas a transmitir informações? Em Abysmo, Alessandra Queiroz se coloca em cena para investigar a palavra, a memória e as formas de comunicação em um tempo marcado pelo excesso de informação. Entre textos, documentos, autobiografia e referências históricas, a atriz dá voz a mulheres e aproxima passado e presente para refletir sobre quem pode falar, quem é escutado e o que se perde quando uma experiência deixa de ser narrada.
Ficha Técnica:
Em cena: Alessandra Queiroz.
Dramaturgia: Alessandra Queiroz e Thiago Reis Vasconcelos.
Roteiro: Thiago Reis Vasconcelos.
Direção: Thiago Reis Vasconcelos.
Codireção: Flávia Ulhôa.
Assistência de Direção: Renata Adrianna.
Cenário: Flávia Ulhôa e Thiago Reis Vasconcelos.
Figurino: Ruth Melchior.
Iluminação e Operação de Luz: Zernesto Pessoa.
Operação de Sonoplastia: Gustavo A Amat e Lívia Cori.
Produção: Alessandra Queiroz e Flávia Ulhôa.
Realização: Companhia Antropofágica.
