“Como a MPB acabou com a minha vida amorosa” ironiza o impacto de hits dos anos 80 e 90 nos relacionamentos
Nos dias 18 e 19 de julho, a atriz e cantora Flávia Santana sobe ao palco do Teatro Total Energies – Sala Adolpho Bloch para a comédia musical “Como a MPB acabou com minha vida amorosa”. Acompanhada por músicos, a artista costura histórias reais, misturando memórias pessoais com a dramaturgia da diretora e roteirista Renata Mizrahi, questionando as narrativas intensas, obsessivas e melancólicas da MPB que antes eram vistas como o ápice do romantismo.
Cada verso de Cazuza, Caetano Veloso, Kid Abelha ou Marisa Monte se transforma em espelho, conselho e armadilha. A personagem revisita suas histórias de amor sob a trilha sonora de uma MPB que, ao mesmo tempo que consola, também idealiza. “Lembro que tinha brigado com um namorado da escola e ficava sentada na porta da casa dele às sete da manhã, pensando em fazer tudo o que a música da Calcanhotto falava”, diverte-se Flávia. “De certa forma, essas canções ensinaram a viver o amor com uma profundidade quase impossível, criando expectativas amorosas irreais e, hoje, consideradas tóxicas.”
O espetáculo mistura música, humor e confissão, transformando a dor e a desilusão em arte e catarse. Mais do que um desabafo pessoal, o monólogo é uma declaração de amor à própria MPB e à capacidade que a arte tem de nos afetar profundamente — até o ponto de confundirmos a canção com a vida.
Ficha Técnica:
Idealização: Flavia Santana
Texto: Renata Mizrahi
Direção: Priscila Vidca e Renata Mizrahi
Direção musical: João Callado
Programações: Felipe Ridolfi
Guitarra: Moisés Camilo
Iluminação: Robson Braga
Técnicos de som: Andreza Braga e Marcelo Braga
Fotografia e vídeos: Dalton Valério
Produção executiva: Marcio Netto
Direção de Produção: Flavia Santana e Sandro Rabello
Realização: Parddo Produções e Diga Sim Produções
