Premiado musical “A Igreja do Diabo” retorna aos palcos de São Paulo em outubro
Publicado originalmente no século XIX e posteriormente reunido no livro Histórias sem Data, de 1884, “A Igreja do Diabo” parte de uma premissa provocadora: cansado de exercer seu ofício sem organização, regras ou doutrina própria, o Diabo resolve fundar uma igreja. A partir da inversão entre virtudes e pecados, Machado de Assis constrói uma narrativa que expõe as contradições do comportamento humano e coloca em xeque a capacidade das pessoas de permanecerem inteiramente fiéis a qualquer sistema moral.
A filosofia moral atravessa a montagem sem abandonar o humor. “A Igreja do Diabo” explora as fronteiras entre aquilo que uma sociedade estabelece como moral ou imoral por meio de uma sonoridade inspirada no universo pop e de uma linguagem coreográfica queer. A escolha dialoga com expressões artísticas protagonizadas por mulheres, pessoas pretas e integrantes da comunidade LGBTQ+, grupos cujos comportamentos, corpos e manifestações artísticas foram, historicamente, submetidos a diferentes formas de julgamento moral.
Ficha Técnica:
Elenco: Edyelle Brandão, Giovana Brandão, Olivia Lopes, Raphael Mota, Aron Luiz e Rupa Figueira
Direção geral, dramaturgia e música: Guilherme Gila
Direção musical: Samir Alves
Coreografia: Gabriella Medeiros
Cenografia: Laís Damato
Cenotécnica: Isis Patacho
Desenho do vitral: Pietro Di Pompeii
Desenho de luz: Fran Barros
Figurino: Graziela Bastos
Produção executiva: Rebeca Reis
Assessoria de imprensa: GPress Comunicação
Identidade visual: Dan Maschio
Artes gráficas: Anne Beatriz
Realização: A Casa que Fala
