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LUIZA MAHIN… EU AINDA CONTINUO AQUI

Luiza Mahin… Eu ainda continuo aqui

Premiada em diversos festivais, a peça expõe o extermínio da juventude negra a partir dos relatos de mães que enfrentam a perda de seus filhos. Inspirada em uma carta de Luiz Gama sobre sua mãe, Luiza Mahin, e em testemunhos verídicos, a dramaturgia de Márcia Santos transforma o palco em um espaço de alerta e história coletiva.

Com trilha sonora original executada ao vivo pelo elenco, o espetáculo reforça seu caráter ritualístico e emocional. A direção é de Édio Nunes, com direção musical e preparação vocal de Jorge Maya.

Reconhecida nacionalmente por sua atuação na novela Dona de Mim (TV Globo), a atriz mineira Cyda Moreno construiu uma sólida carreira interpretando, no teatro, figuras de forte dimensão histórica e social. Entre elas, destacam-se a escritora brasileira Carolina Maria de Jesus, cuja obra revela as desigualdades e a exclusão vividas nas periferias, e a cantora norte-americana Nina Simone, símbolo da luta pelos direitos civis e da resistência cultural.

Ao dar vida a essas mulheres, a atriz reforça seu compromisso com narrativas negras e periféricas, levando ao palco uma encenação que dialoga diretamente com as urgências sociais da atualidade. Doutoranda pela UNIRIO e Mestre em Ensino de Artes Cênicas, também leciona em uma escola pública na Mangueira, onde desenvolve projetos culturais e educativos.

“É uma violência contra a mulher negra quando seus filhos são exterminados na periferia. Trazer Luiza Mahin de volta ao Rio, após cinco anos, é destacar que essa história não terminou e permanece viva na cidade carioca, sobretudo nos morros e favelas. A personagem simboliza todas as mulheres negras que seguem lutando pela sobrevivência de seus filhos. O que está em cena é o presente do Brasil”, afirma Cyda Moreno.

Um brinde à trajetória, à arte negra e à memória

Tudo começou como uma performance no Festival 2ª Black, em 2020, ainda sob o título Eu ainda continuo aqui. Em março de 2021, em plena pandemia, a obra estreou como Luiza Mahin… Eu ainda continuo aqui (quando o passado e o presente se tornam cíclicos) no Teatro Petra Gold, no Leblon. A apresentação aconteceu em formato duplo, junto ao espetáculo Luiz Gama: Uma Voz pela Liberdade. Nessa época, foram realizados dois debates com o tema Luiza Mahin e Luiz Gama – mãe e filho em um paralelo com o genocídio negro.

O primeiro encontro foi on-line com a participação de Jurema Werneck (escritora e ativista do movimento negro e feminista), Leda Maria Martins (escritora e dramaturga), Mônica Cunha (ativista de direitos humanos), Guilherme Diniz (pesquisador e curador) e Deo Garcez (ator, diretor e dramaturgo), entre outros. Na sequência, o teatro recebeu um debate presencial com a participação de outras personalidades negras de diferentes áreas, entre elas Jeferson De (diretor e roteirista), Conceição Evaristo (escritora), Paulo Lins (escritor), Isabel Fillardis (atriz e cantora) e Mônica Lima (historiadora e pesquisadora).

Depois, a produção seguiu em temporada pelo Teatro Laura Alvim (RJ) e circulou por diversas cidades de São Paulo: Arthur Alvim, Bauru, Birigui, Franca, Marília, Piracicaba, Ribeirão Preto, Rio Claro, São José dos Campos e Sorocaba, até chegar ao SESC Pinheiros (SP). No Rio de Janeiro, passou por Barra Mansa, Campos, Nova Iguaçu, Petrópolis, São Gonçalo e São João de Meriti. Agora, a encenação celebra esse reencontro com o público, que, ao longo dos anos, sempre acolheu e aplaudiu a iniciativa de Cyda Moreno.

Ficha Técnica:

Texto original: Márcia Santos
Idealização e direção de produção: Cyda Moreno
Direção artística e corporal: Édio Nunes
Direção musical e preparação vocal: Jorge Maya
Elenco: Cyda Moreno, Márcia Santos, Tais Alves e Joe Jonathan
Atriz convidada: Marcia do Valle
Vozes dos policiais: Thelmo Fernandes, Marcelo Escorel e Gedivan de Albuquerque
Voz de Luiz Gama: Deo Garcez
Cenário e figurinos: Wanderley Gomes
Trilha sonora original: Jorge Maya e Regina Café
Percussão: Regina Café
Desenho de luz: Valdecir Correia
Técnico de luz e operação: Rafael Turatti
Edição de vídeo: Madara Luiza
Fotografia: Cláudia Ribeiro
Assessoria de Imprensa: Clóvis Corrêa
Divulgação / formação de plateia: Naira Fernandes e Igor Veloso
Gestão de produção de mídias sociais: VB Digital
Social Media: Victor Braga / Identidade visual: Diogo Nasi
Apoio de pesquisa histórica e letra música Calma Preta: Aline Najara
Produção executiva: Igor Veloso
Técnico de som e sonoplastia: Thiago Silva e Evandro Vital.

Detalhes da peça

Status

Encerrada

Temporada

De 06/08/2026 até 29/08/2026

Dias

  • Quinta19h
  • Sexta19h
  • Sábado19h

Duração

55 minutos

Valor

R$40 (inteira) / R$20 (meia)

Região

Teatro / Espaço

Teatro Correios Léa Garcia
R. Visc. de Itaboraí,20

Estacionamento

Cafeteria

Sim

14

Classificação indicativa

Não apropriado para menores de 14 anos

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