Inf Peças
OS ANJOS VÃO PARA O CÉU
Os Anjos Vão Para o Céu, faz parte do volume IV de "Doze Peças de Mário Bortolotto" que condensa a essência da dramaturgia do autor, apresentando um panorama de sua obra que mergulha fundo na solidão, na marginalidade e nas feridas abertas da alma humana. As peças reunidas nesse livro, à semelhança de seu trabalho geral com o Grupo Cemitério de Automóveis, transitam por ambientes urbanos decadentes – bares sujos, apartamentos em ruínas, esquinas perigosas – onde personagens desiludidos e à deriva buscam, de alguma forma, dar sentido à própria existência. Bortolotto constrói diálogos incisivos e diretos, que revelam a brutalidade e a poesia do cotidiano de seus tipos, muitas vezes anti-heróis que habitam as franjas da sociedade. A obra é um retrato visceral de uma humanidade que insiste em sobreviver, mesmo diante de suas próprias mazelas e da indiferença do mundo, solidificando o estilo inconfundível do dramaturgo, que equilibra o humor cínico com a melancolia profunda.
- Sexta21h
- Sábado21h
- Domingo20h
CARUKANGO
“Carukango” é uma realização do Núcleo de Experimentos Cênicos (NEC) e traz ao palco a trajetória do líder quilombola moçambicano Carukango, que enfrentou a escravidão do seu povo, protoganizado pelo ator e cantor Darling Mendonça. Com dramaturgia baseada em sua biografia, a montagem se destaca por incorporar manifestações culturais afro-brasileiras como candomblé Ketu-Nagô, Maculelê e os cantos vissungos de tradição afro-brasileira, entoados por escravizados de diversas etnias oriundas do interior de Minas Gerais.
- Quinta19h
AONDE ESTÁ VOCÊ AGORA?
A trama acompanha a trajetória de Pedro e Gabriel, dois garotos que apesar das diferenças sociais, desenvolvem uma profunda amizade, mas se separam na juventude, mantendo contato apenas através de memórias, pensamentos e um “Livro da Sorte”. A história se desenrola ao longo de sete anos, com passagens entre as cidades de Vila Velha, no Espírito Santo, e Nova Iorque, nos Estados Unidos, nas décadas de 80 e 90. Os flashbacks revelam momentos marcantes da juventude e os sonhos que os uniram.
- Quinta20h30
ABSOLVIÇÃO
As confissões de um homem movido por um propósito obsessivo: caçar abusadores de crianças e fazer justiça com as próprias mãos.
- Segunda18h30
- Quarta18h30
GOTA D’ÁGUA
A encenação, marcada por uma estética crua e poética, utiliza músicas como "Gota d’Água" e "Basta um Dia", de Chico Buarque, para aprofundar reflexões sobre desigualdade social, relações afetivas, violência estrutural e o lugar da mulher negra na sociedade brasileira. Neste contexto, a figura de Joana, interpretada por Evana Jeyssan, é ressignificada: uma mulher negra traída por um homem branco, confrontando as complexidades do racismo, do abandono e da resistência.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
NAVALHA NA CARNE
A peça narra a história de Neusa Sueli, uma prostituta (Bárbara Salomé) confrontada por seu cafetão, Vado (Murilo Inforsato), ao retornar de uma noite de trabalho. Em meio a acusações e tensões, ela é forçada a lidar com o abuso, a violência e a desconfiança, enquanto a luta pela sobrevivência se torna um jogo brutal de poder e verdade. Uma obra crua e contundente sobre os limites da dignidade humana e as relações de dominação.
- Sábado19h
- Domingo18h30
HISTÓRIAS VELADAS
O espetáculo é construído a partir de temáticas do universo feminino, como assédio e sexualidade, relacionamentos abusivos, aborto, bullying, maternidade e transição de gênero.
- Sábado19h30
LIMA BARRETO, AO TERCEIRO DIA
Internado em um manicômio, Lima Barreto revisita sua trajetória como jovem escritor enquanto escreve Triste Fim de Policarpo Quaresma. Entre delírios e lembranças, ele dialoga com seus personagens e enfrenta os fantasmas de uma sociedade que o marginalizou. Texto de Luís Alberto de Abreu, direção de Paulo Fabiano, realização do grupo Teatro-X.
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo19h
ESCREVENDO NA COVA DE ALGUÉM
Algumas pessoas do público são convidadas a responder perguntas sobre sua vida e morte, em uma conversa intimista e descontraída. A escritora-performer, a partir da conversa, escreverá um obituário poético. A pessoa é convidada a deitar-se em um caixão, enquanto escuta as músicas que escolheu para seu próprio funeral e também o som das teclas da máquina de escrever. O obituário, ao final, é entregue à pessoa do público, que pode levá-lo para casa.
- Sábado20h
- Domingo20h
LAUDELINA
"Laudelina" é um solo poético-documental que entrelaça a trajetória de Laudelina de Campos Melo — mulher negra, trabalhadora doméstica e referência histórica na luta por direitos trabalhistas no Brasil — com as memórias ancestrais da atriz Rafaele Breves. Em cena, o corpo da atriz costura tempos, vozes e silêncios, evocando histórias de sua mãe, avó e bisavó, todas mulheres negras marcadas pelo mesmo ofício que mobilizou a vida e a militância de Laudelina. A peça não busca uma reconstrução biográfica, mas sim a criação de um espaço de escuta, atravessamento e permanência, onde história e intimidade se cruzam como fios de uma mesma trama. A montagem propõe ao público um mergulho em experiências que atravessam os séculos e reverberam no presente, convocando uma reflexão coletiva sobre trabalho, gênero, raça e memória.
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo18h
MACUCO
Sebastião, um entregador de aplicativos às vésperas da velhice, é levado de volta à ilha onde nasceu após sonhar com um novo incêndio que ameaça sua mãe, Cleide do Ilhote. A viagem o obriga a encarar traumas antigos, disputas fundiárias, a destruição de sua comunidade tradicional e a memória de uma relação interrompida com Bernardo. Tudo guiado pelo presságio de uma revoada de macucos — pássaros em extinção que habitavam sua infância.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
A INDÚSTRIA HUMANA DAS RECORDAÇÕES
A peça acompanha a jornada banal, solitária e nada heroica de um homem que acumulou objetos durante a vida, grande parte herdados de sua avó. No conforto desses objetos cotidianos e nem um pouco originais, ele recorda memórias do passado e ensaia um encontro para um futuro que nunca chega.
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado19h
EU E ELA: VISITA A CAROLINA MARIA DE JESUS
”Eu e Ela: visita a Carolina Maria de Jesus” é uma releitura das obras “Quarto de Despejo”, de Carolina Maria de Jesus, e do curta-metragem "O papel e o mar" (2010), de Luiz Antonio Pilar. Idealizado e interpretado por Dirce Thomaz, o espetáculo em 13 cenas constrói um diálogo entre duas mulheres negras de tempos distintos, unidas por vivências de exclusão, resistência e criação. Esse entrelaçamento, traça conexões entre o passado e o presente a partir da escrita potente e da trajetória de Carolina Maria de Jesus.
- Terça19h30
- Quarta19h30
A BOCA QUE TUDO COME TEM FOME (DO CÁRCERE ÀS RUAS)
O que significa recuperar a liberdade? Seis pessoas que passaram pelo sistema prisional brasileiro têm suas trajetórias entrelaçadas. Diante das dificuldades de reinserção social e reconstrução da própria vida, cada uma delas, a seu modo, tenta encontrar uma saída. As marcas do período atrás das grades permanecem na memória, no corpo e nos afetos. Exu, o orixá das encruzilhadas e destrancador dos caminhos, aparece como uma presença provocativa ao despertar naqueles sujeitos a fome de novos começos e a avidez por dignidade.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
SOMBRAS NO FINAL DA ESCADARIA
Sombras no Final da Escadaria é dirigido por um mestre do teatro, Amir Haddad, e com Vannessa Gerbelli (prêmios APTR, Melhores do Ano TV Globo e Bibi Ferreira) que brilha em cena. Este é um texto inédito e o último trabalho do escritor e dramaturgo carioca Luiz Carlos Góes (1944-2014) e é uma síntese de sua obra como escritor: parece leve, mas sob camadas ou com pequenas pistas estão a crueldade e a denúncia do comportamento humano, como abusos e misoginia. É uma comédia dramática sobre uma atriz sem nome (o autor dispensa o nome da personagem) e sem recursos financeiros que ocupou um teatro e diz que só sairá de lá à força. O espetáculo que ela apresenta à plateia é uma estapafúrdia embromação após a estreia devastadora do dia anterior. Seu texto a princípio parece nonsense, vertiginoso e risível, mas vai se tornando confessional e direto, dolorido e rascante. É uma comédia, mas também faz pensar. É a história de uma atriz independente, fazendo um projeto independente, com um diretor e uma equipe independentes no Brasil que não privilegia a cultura. Ela está no palco, no seu segundo dia de apresentação após o fracasso incontestável da estreia. Como prosseguir após um fracasso? Que mistério sombrio guarda essa mulher? Que sombras são essas no final da escadaria?
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
