Baal – O Mito da Carne volta à cena para comemorar 30 anos do Teatro do Incêndio
Baal é inspirado no deus fenício da fertilidade e fecundação. Na peça, ele representa o retorno do homem à sua essência mais primitiva e selvagem. Rejeitando as regras da sociedade, Baal explora seus desejos sem culpa, cruzando limites entre o encantamento e a destruição, amoral, mas em um mundo amoral. Baal – O Mito da Carne conta a história do amor dilacerado entre Baal (Fonseca) e Ekart (Daniel Ortega), com referências ao tórrido romance vivido entre Rimbaud e Verlaine. Juntos, eles caminham pelo mundo deixando corpos e poesias por onde passam, ao mesmo tempo em que são consumidos por esse mundo. Formando um triângulo amoroso com Sophie (Stella Rocha), estendem ao público uma conturbada discussão dialética sobre empatia. “Baal e Ekart não se encaixam em nenhuma definição de gênero e para eles pouco importa. Isso quer dizer que não é possível rotula-los, defini-los”, comenta o diretor. O espetáculo sugere que, numa sociedade controlada pelo capital, onde as atitudes se tornam mecânicas e insossas, só uma força transgressora pode despertar as pessoas para a vida.
Ficha Técnica:
Texto: Bertolt Brecht.
Dramaturgia e direção geral: Marcelo Marcus Fonseca.
Direção musical: Dedéco.
Elenco: Daniel Ortega, Marcelo Marcus Fonseca, Josemir Kowalick, Anna Bia Viana, Stella Rocha, Cristiano Sales, Isabella Imparato, Lucas Costa, Rafaella Thomé e Leonardo Chagas.
Assistência de direção: Stella Rocha.
Iluminação: Rodrigo Sawl e Isabella Imparato.
Música ao vivo: Dedéco e Xantilee Jesus.
Trilha mecânica: Marcelo Marcus Fonseca e Dedéco (edições).
Versão das músicas: Wanderley Martins.
Versão das canções “A Moça Afogada” e “Canção da Privada”: Marcelo Marcus Fonseca.
Figurinos e adereços: Olivia Albergaria e Stella Rocha.
Costureira: Tereza Valério.
Fotos: Kym Kobayashi.
Assessoria de imprensa: Eliane Verbena.
Produção: Vanda Dantas e Marcelo Marcus Fonseca.
Realização: Teatro do Incêndio
