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LÁBIOS QUE BEIJEI

“Lábios que Beijei”, adaptação da obra de Aguinaldo Silva, estreia no Teatro Laura Alvim retratando sua chegada ao Rio durante a ditadura

Adaptação inédita de Júlio Kadetti, supervisionada pelo próprio Aguinaldo Silva, apresenta no Teatro Laura Alvim a Lapa dos anos de chumbo em uma emocionante história sobre sonhos e resistência

Muito antes de criar personagens que conquistariam milhões de brasileiros na televisão, Aguinaldo Silva viveu uma história que parecia destinada à ficção. Aos vinte e poucos anos, recém-chegado do Nordeste no Rio de Janeiro, encontrou na efervescente e contraditória Lapa do final da década de 1960 um refúgio para sonhar com a literatura. É dessa experiência profundamente pessoal — considerada pelo próprio Aguinaldo quase autobiográfica — que nasce a história do espetáculo teatral “Lábios que Beijei”, que estreia no Teatro Laura Alvim, em Ipanema, a partir do dia 31 de julho, de sexta a domingo. Ipanema. A peça tem apoio institucional da Secretaria de Cultura de Economia Criativa – Funarj.

Com adaptação inédita de Júlio Kadetti, supervisão de Aguinaldo Silva e direção de Marco Miranda, a montagem transporta o público para uma Lapa pulsante, marcada simultaneamente pela rebeldia boêmia e pela repressão brutal da ditadura militar.

No centro da narrativa está um jovem escritor negro conhecido como “a Escritora”, que chega ao Rio de Janeiro em 1969 determinado a escrever um romance capaz de ser comparado às obras de Jean Genet. Munido apenas de sua máquina de escrever, seu jeito inocente vai de encontro com a brutal realidade dos malandros, prostitutas e outros personagens marginalizados da noite carioca, que estão à parte de uma sociedade que insiste em ignorá-los.

Enquanto o país celebra a conquista da Copa do Mundo de 1970 e alimenta uma imagem de prosperidade, a pesada violência dos porões da ditadura se faz presente nas ruas, atingindo justamente aqueles considerados indesejáveis. Unidos pela necessidade de sobreviver diante da perseguição, da censura e da intolerância, os marginalizados da Lapa resistem do jeito que é possível.

O diretor Marco Miranda, que coordena o elenco composto por 10 atores, comenta que a obra é “uma ótima oportunidade de mergulharmos no lado humano de todos os personagens, com todos os seus conflitos, medos e principalmente seus amores. Existem grandes contrastes em alguns deles. Tais contrastes levam a choques, encontros e desencontros”, diz o diretor.

Ao reviver um importante momento histórico brasileiro, “Lábios que Beijei” propõe uma reflexão sobre liberdade e permanência, celebrando a diversidade tão falada hoje nos dias atuais. Em cena, a Lapa deixa de ser apenas um cenário para se tornar um personagem vivo — um espaço onde arte e sobrevivência caminham lado a lado, mesmo nos períodos mais sombrios da história brasileira. A força da dramaturgia lembra que a violência, a exclusão e a intolerância continuam atingindo, décadas depois, muitos dos mesmos grupos sociais. Ao estabelecer um diálogo entre passado e presente, o espetáculo convida o público a refletir sobre memória, identidade e pertencimento.

Detalhes da peça

Status

Em breve

Temporada

De 31/07/2026 até 30/08/2026

Dias

  • Sexta20h
  • Sábado20h
  • Domingo19h

Duração

75 minutos

Valor

R$50 (inteira) / R$25 (meia)

Região

Zona Sul / Rio de Janeiro

Teatro / Espaço

Teatro Laura Alvim / Casa de Cultura Laura Alvim
Av. Vieira Souto, 176, Casa de Cultura Laura Alvim, Ipanema, Rio de Janeiro/RJ - 22420004

Estacionamento

Nas redondezas

Cafeteria

Sim

Telefone

(21) 2332-2016

E-mail

lauralvim@gmail.com

16

Classificação indicativa

Não apropriado para menores de 16 anos

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