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FESTIVAL YESU LUSO
Depois de uma espera de seis anos, o festival “Yesu Luso – Teatro e Outras Expressões Lusófonas” ganha sua 4ª edição em São Paulo no Sesc 14 Bis, entre os dias 22 e 31 de maio. A programação conta com três espetáculos e dois bate-papos e tem o tema “Oralidade e Expressão Oral”. Com curadoria da atriz brasileira Arieta Corrêa e do produtor português Pedro Santos, o Yesu Luso surgiu em 2015, na forma de um projeto-piloto no Sesc Bom Retiro, e sua última edição aconteceu em 2018, com apresentações sempre lotadas. Desde então, os idealizadores têm lutado para tornar o festival uma programação permanente na cidade.
CORRENTEZA
Correnteza é um fluxo que corre forte e contínuo. Nos rios, veios, mares. Na seiva das plantas. Nas ruas e avenidas da metrópole. No nosso sangue, enquanto estivermos vivos. Nada para. O tempo nunca para de correr. O fluxo nunca para. Estabelecendo uma narrativa visual sobre essa síntese entre os fluxos da natureza, da vida humana e da metrópole, o projeto CORRENTEZA utiliza a verticalidade para converter concreto em corrente líquida e artistas aéreos em seres que não param. Com isso, levanta-se a reflexão: quais fluxos nos levam sem que nem percebamos?
- Quinta18h30 e 20h
- Sexta18h30 e 20h
MAIO, ANTES QUE VOCÊ ESQUEÇA
“Maio - Antes Que Você Me Esqueça Maio” conta a história de um pai acometido pelo Alzheimer visitando seu filho paisagista, num final de semana. A história leva o público a se perguntar qual o lugar do afeto numa relação entre pai e filho, onde pouco coube a intimidade ao longo dos anos. Uma doença que fragiliza a memória de uma vida é capaz de construir memórias afetivas entre o pai e o filho. A peça fez temporadas de sucesso no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e em diversas cidades do interior de Minas Gerais e agora chega a São Paulo, para uma curta temporada no Teatro Estúdio.
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo18h
UM DIA NA BROADWAY
A história começa com a chegada de uma família de férias em Nova York. Acompanhado pelos filhos, um casal viaja para Nova York a fim de comemorar o aniversário de casamento na cidade onde se conheceu e se apaixonou. Logo há um desencontro e as crianças se perdem dos pais no Metrô da Grand Central Station. A partir de então, na tentativa de reencontrá-los, os irmãos se aventuram por lugares onde acreditam que encontrarão o casal. Sabem que os pais são fanáticos por teatro, portanto, na busca, visitam os teatros da Broadway e assistem trechos de musicais clássicos.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
JABUTI
O espetáculo Jabuti apresenta um grupo de jabutis brasileiros que vivem a contar histórias do seu povo à sombra da árvore sagrada, o Irôko; narrativas estas, que remontam experiências vividas por seus ancestrais.
- Domingo16h
UM BRAÇO PELO HAITI
No próximo dia 18 de maio, sábado, a produção Nou3 convida o público a se juntar em uma celebração especial em solidariedade ao povo haitiano. Sob o tema "Um Braço Pelo Haiti", o evento busca transmitir uma mensagem de consciência e coragem em face da atual crise política que assola o país caribenho. Este evento único, que coincide com o dia da festa da bandeira haitiana, promete uma noite repleta de arte, música e reflexão. Ao longo de 180 minutos, os participantes serão imersos em uma experiência multissensorial, com apresentações acerca da independência do Haiti, esquetes teatrais, momentos de música, dança, poesia em um envolvente sarau. Entre os destaques da noite, estão as performances que exploram a rica herança cultural do Haiti, incluindo músicas do Vodu e canções revolucionárias que ecoam a luta e a resiliência do povo haitiano.
- Sábado21h
GABRI[ELAS]
Gabri[ELAS] é um monólogo que parte do encontro da atriz Fernanda Viacava com a vida e a obra de Gabriela Leite, principal referência na luta em defesa dos direitos das prostitutas no Brasil. A atriz narra em primeira pessoa o encontro com Gabriela se reconhecendo com ‘elas’, as mulheres da vida, a partir das suas inquietações como mulher e como atriz. Uma busca que parte do corpo da prostituta e transborda para o corpo de qualquer mulher que deseja.
- Sábado14h
AS AVES DA NOITE
O enredo de As Aves da Noite parte da história real do padre franciscano Maximilian Kolbe que, em um campo de concentração nazista de Auschwitz, apresentou-se voluntariamente para ocupar o lugar de um judeu sorteado para morrer no chamado “porão da fome” em represália à fuga de um prisioneiro. Segundo o diretor Hugo Coelho, “esta é uma versão contemporânea do texto de Hilda. Não é uma reconstituição de Auschwitz, partimos de Auschwitz. O espetáculo é um grito contra a barbárie, contra o fascismo que usa a violência como instrumento de ação política”.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
QUASE INFINITO
Em cinco atos, Quase Infinito representa grandes enfrentamentos da condição humana inspirados no universo de Jorge Luis Borges: o confronto com a tentação do ódio; o confronto com o nada e o esquecimento, como ameaças de esvaziamento de si próprio e do mundo; o confronto com a incomunicabilidade; e as chances de renascimento disponíveis para agarrarmos, a cada novo dia. Um corpo pode ser condição de partida, mas não garante que existimos. Em cada ato humano há um corpo em luta, lançado à busca de realizar a própria existência, e ao mesmo tempo, à beira de se entregar ao gozo da própria miséria.
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo18h
DAQUI NINGUÉM ME TIRA
"Daqui Ninguém Me Tira" mergulha nas tensões geracionais e ideológicas, buscando inspiração no caos urbano para criar uma fusão entre marchinhas de carnaval e hits da música pop, refletindo os fragmentos de um passado já distante. A presença da banda ao vivo estabelece o ritmo de um bloco de carnaval fora de época, mas também anuncia o desfecho inevitável. Trágico e cômico "Daqui Ninguém Me Tira" é um ensaio sobre nossa capacidade (ou falta dela) de conviver com o outro, e a inabilidade de lidar com os conflitos que permeiam as relações humanas.
- Sexta19h
LÓTUS
Lótus é um espetáculo que tem como ponto de partida a poética feminina. É sobre mulheres que desejamos falar, em especial sobre a realidade afetiva das mulheres negras. Em cena, o universo de mulheres que trazem histórias que são invisibilizadas pelo patriarcado subjacente. A peça trata de amor, superação, beleza e vida, isto dentro de um contexto de hipersexualização dos corpos femininos, além de contar os caminhos que essas mulheres encontram para resistir e (re)existir. O espetáculo é um convite para refletir sobre a afetividade nas relações, um chamado para ressignificar o olhar sobre o sagrado feminino e masculino.
- Sexta21h30
- Sábado18h30
- Domingo18h30
QUEM MATOU O DIRETOR?
Uma cia de teatro está ensaiando a famosa peça “álbum de Família” de Nelson Rodrigues. Entre uma cena e outra o inesperado acontece, o diretor aparece morto e todos viram suspeitos desse assassinato! Algum deles teria coragem de fazer algo tão cruel? Essa historia usa da metalinguagem do próprio teatro, as cenas se intercalam com momentos da vida desses integrantes da cia e temas importantes como homofobia, machismo, assédio, a moral, abuso de poder se entrelaçam com assuntos delicados como incesto, hiprocrisia, religião, misóginia, entre outros.
- Sábado20h
FLORESTAS DE ODÉ
Inspirado nas tradições da cultura yoruba difundidas no Brasil, o espetáculo perpassa pelas diversas facetas de Oxóssi, orixá da caça, que vive nas florestas e é rei da nação Keto. A trama cênica entrelaça seu perfil, seus rituais com questões sociais, ecológicas e políticas contemporâneas, algo bastante característico das montagens da Cia Treme Terra.
- Quinta20h
- Sexta20h
CARMEM
A história da jovem cigana Carmen que primeiro seduz o soldado Don José e, em seguida, se apaixona pelo toureiro Escamillo é o pano de fundo da ópera, que estreou em 1875 e provocou escândalo na sociedade francesa, sobretudo pelo seu caráter feminista. A obra tem música composta por Georges Bizet, libreto de Henri Meilhac e Ludovic Halévy baseado numa novela de Prosper Mérimée.
- Quarta20h
EPIFANIA
O propósito de movimento é resgatar a beleza e virtuose de saltos, giros e linhas do ballet clássico em um corpo do século XXI, com uma nova roupagem de vivência e bagagem da dança contemporânea, nesse contexto a pesquisa corporal inclui sincronismo aplicado em movimentos com desarticulação, quebra de linha de rigidez e técnica de chão, dentro de um padrão de continuidade anatômica. Assim, as sapatilhas de ponta se tornam ferramentas para a dança contemporânea. O cenário é composto por várias portas brancas com suas respectivas fechaduras, que conforme se encaixam, criam um desenho abstrato com formas e intenções diversas que representam as portas para captação de estímulos externos e acesso interno individual de cada pessoa.
- Sexta21h
- Sábado21h
- Domingo19h
