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O PAPEL DE PAREDE AMARELO E EU
A montagem é inspirada no livro O Papel de Parede Amarelo. Publicado em 1892, o conto de Charlotte Perkins Gilman (1860-1935) é considerado um marco da literatura feminista por abordar temas como o controle sobre o corpo feminino e saúde mental, que permanecem atuais. A narrativa retrata a história de uma mulher confinada em um quarto pelo marido, que desenvolve uma obsessão pelo papel de parede. No entanto, a peça vai além do conto de Gilman e traz o posicionamento da própria Gabriela como mulher.
- Sexta21h
- Sábado21h
- Domingo18h
KIWI
Escrita nos anos 1990 pelo canadense Daniel Danis, a peça foi inspirada por notícias sobre a superlotação nas prisões infantis do leste europeu e pelo processo de gentrificação em cidades que sediam grandes eventos, como os Jogos Olímpicos. A história mostra uma cidade que, para celebrar a festa olímpica, expulsa antigos moradores da região destinada ao legado olímpico.
- Sexta17h
- Sábado17h
MEU CORPO EM TERRA CORRE PARA O MAR COMO TARTARUGA MARINHA
No solo, a atriz e dramaturga Beatriz Belintani e a diretora Fabiana Monsalú propõem o formato de uma palestra-performance para falar da tecnologia do corpo lésbica a partir da luta pela sobrevivência das tartarugas marinhas. Através da tessitura entre fatos reais da história, depoimentos em verbatim e textos de autoras de diferentes territórios Belintani cria um espaço de diálogo entre a realidade de perigo iminente e a aspiração por um futuro utópico, oferecendo um mergulho profundo sobre o tema na contemporaneidade.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
CORO DOS SOLITÁRIOS, OU SONHAMOS SER ROBINSON CRUSOÉ
Uma atriz ou um ator, e ninguém mais: pode ser o começo de um solo como qualquer outro, mas também pode ser o terrível resultado de um naufrágio. A cada noite se sorteia um(a) integrante da Cia de Teatro Acidental para estar em cena nesta ilha deserta, mas sempre obedecendo ao roteiro decidido pelo coletivo. Esse(a) Robinson Crusoé dos palcos deverá não apenas sobreviver em condições adversas, como ainda encarnar a oposição entre indivíduo e sociedade, solidão e desejo por companhia.
- Quinta19h e 20h30
- Sexta19h e 20h30
- Sábado19h e 20h30
- Domingo18h e 19h30
MOSTRA DE TEATRO PARA EDUCAÇÃO
Uma mostra de espetáculos teatrais para todas as idades cuja temática central é a educação e como, por meio dela, é possível se propor diferentes leituras de mundo estreia em São Paulo com a primeira MOSTRA DE TEATRO PARA EDUCAÇÃO. O evento acontece de 24 a 28 de março no Centro Cultural Arte em Construção | Grupo Pombas Urbanas com uma programação formada por cinco montagens.
- Segunda15h e 19h
- Terça19h
- Quarta19h
- Quinta19h
- Sexta19h
CLAUSTROFOBIA
Um ascensorista, uma executiva ambiciosa e um porteiro que sonha em ser policial. Pressionados pelo sistema, os três se cruzam dentro de um prédio empresarial no centro de uma metrópole brasileira. Através de três vidas que se entrelaçam, a peça expõe o isolamento e a alienação da vida urbana atual.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
PAI CONTRA MÃE OU VOCÊ ESTÁ ME OUVINDO?
Um narrador nos conta a história de Zaíra da Conceição, mulher, negra, retinta, grávida. E de Osvaldo, homem, negro, que acabou de se tornar pai. Uma está desempregada, outro acabara de conseguir emprego em uma rede de varejo. Zaíra sofre uma acusação infundada de roubo no supermercado. Zaíra e Osvaldo, então, lutam: pai contra mãe.
- Quinta15h e 20h
- Sexta10h e 20h
- Sábado19h
AMANA
Amana significa, em tupi, “água que cai do céu”. Neste espetáculo, a água, esse elemento feminino, conduz o caminho do rito para evocar a história de duas irmãs separadas por uma tragédia. Uma cena em que o momento presente e a memória se misturam para contar as lembranças amorosas, a luta e o luto. Em Amana, a narrativa foi construída com movimento, palavra e depoimento, revelando um corpo pulsante e memorioso. De forma poética e sensível, as criadoras Ana Clara Poltronieri e Tânia Farias fizeram do espetáculo um gesto de basta ao feminicídio e à violência que todas as mulheres vivem cotidianamente.
- Sábado19h
DANÇA PARA TAKAO
Key Sawao se lança em uma série de apresentações solo, criando danças para (e com) Takao Kusuno (1945 – 2001), considerado o precursor da dança butô no Brasil. Danças do dia emerge como uma prática artística em que memória, imaginação e presente se entrelaçam em uma tessitura contínua, com explica Key: “cada dança do dia nasce do instante, mas evoca rastros de gestos passados, criando um ciclo de atualização e ressignificação”.
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo18h30
BOLERO
Elegante e intimista, o bolero é uma referência de romantismo e sofisticação no mundo da música e da dança. A fluidez e sensualidade dos passos, combina giros suaves e harmoniosos com um ritmo lento e marcado, criando uma atmosfera que transmite paixão e melancolia.
- Terça20h
- Quarta20h
NÃO ME ENTREGO, NÃO!
Neste monólogo, Othon Bastos, com 91 anos de idade e mais de 70 anos de carreira, percorre histórias divertidas e dramáticas de sua vida pessoal e profissional. Com uma atuação artística marcada por papéis no cinema e no teatro, ele parte dessas memórias para criar um mural sobre o trabalho, o amor, o teatro, o cinema e a política. Citando e trazendo referências a grandes autores da dramaturgia, o espetáculo se estabelece como uma reflexão sobre a vida e a resiliência, uma ode ao enfrentamento dos obstáculos que se apresentam na existência humana.
- Sexta17h
- Sábado17h
- Domingo17h
O CASO SEVERINA
Inspirada em fatos reais, ocorridos no Agreste pernambucano, em 2011, a peça narra a incrível história de uma agricultora, de 44 anos, que mandou matar o próprio pai.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo19h
CARNE VIVA
Em uma cena com ares vitorianos que poderia estar no século XIX, como nos dias de hoje, diferentes vozes e corpos femininos se entrelaçam na construção de Uma Mulher, persona destituída de um nome ou características específicas, mas definida por seu gênero. É entre a intimidade da cozinha e o campo de convivência - e confronto - da sala de jantar, que a personagem entra em um delírio ao receber um quilo de carne para preparar ao marido. A ação cotidiana adquire ares espetaculares quando ao tentar cortar a carne ela vê Jesus Cristo à sua imagem e semelhança e passa a contar e questionar o seu passado atravessado pela violência patriarcal num mundo representado por um Deus no masculino, enquanto ela busca algum tipo de redenção frente a uma tragédia anunciada em sua vida cotidiana. Um dos primeiros textos escritos pela autora Luh Maza, aos 16 anos, o monólogo de fluxo de consciência, declaradamente uma tragédia, flerta com elementos do terror. A obra mistura o sagrado da liturgia cristã ao profano da violência doméstica, evocando o papel onde a mulher foi aprisionada socialmente. Através da ficção, a peça questiona o papel designado à mulher na instituição matrimonial ocidental, historicamente manipulado e subjugado pela domesticação servil e violenta, com a mulher muitas vezes vista como posse de seu marido, como um pedaço de carne.
- Quinta19h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
MESTIÇO FLORILÉGIO
Mestiço Florilégio revela que, no Brasil, o arcaico e o moderno podem se fundir através do exercício do princípio da complementaridade. Ou seja, a fusão dos opostos se mostra um dos elementos integradores mais importantes que o país dispõe para construção de sua cidadania cultural
- Quinta20h
- Sexta20h
CAVALO BRAVO NÃO SE AMANSA
Em uma encruzilhada na Bela Vista abre-se uma fresta na cidade para resgatar a memória de José Miranda Rosa, Mineirinho. Eternizado em uma crônica de Clarice Lispector, Mineirinho, considerado pelo morro da Mangueira como Robin Hood brasileiro, foi encontrado morto com 13 tiros em uma chacina praticada por policiais no dia 1 de maio de 1962, segurando a guia de Ogum do pescoço, descalço e com uma oração de Santo Antônio no bolso. A encenação que se aproxima de um ato festa traz fragmentos da história de Mineirinho, a partir de elementos da cultura da umbanda, objetivando revelar um projeto colonialista que persiste até nossos dias.
- Sábado16h30
- Domingo11h
