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Dramaturgia
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DOM QUIXOTE
O ballet Dom Quixote, coreografado por Marius Petipa e Alexander Gorsky com música de Ludwig Minkus estreou em 1869 no Teatro Bolshoi do Ballet Imperial. A dança traz consigo não só o peso artístico do ballet de repertório que relembra as cortes francesas, como também uma adaptação singela da história do nosso herói nos palcos. Neste espetáculo, em três atos, a alegria espanhola ocupa o lugar da classe e seriedade do ballet clássico. Historicamente, este ballet é tão importante quanto o livro, pois quebrou os padrões da técnica de sua época e possibilitou que os bailarinos pudessem mostrar sua capacidade de interpretação e usar sua sensualidade.
- Sexta21h
- Sábado20h30
- Domingo17h
LEÃO ROSÁRIO
Leão Rosário é um espetáculo solo para ator, vozes e objetos inspirado em “Rei Lear”, obra prima da maturidade de Shakespeare e, no artista Arthur Bispo do Rosário. A trama trazida para a ancestralidade africana e ambientada na costa Atlântica de uma África atemporal conta a história de um velho rei que, ao abdicar e dividir seu vasto reino entre as filhas, toma uma decisão insensata com trágicas consequências. Com esta encenação, Adyr Assumpção celebra 50 anos de teatro.
- Segunda19h
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado17h
- Domingo17h
TROIANAS
Faz sentido montar uma tragédia grega sobre a opressão às mulheres, no Brasil do século XXI, sem que as vozes das atrizes permeiam a cena? Essa é a pergunta feita pelo Coletivo Ciranda Teatral ao reler a tragédia As Troianas, de Eurípides e outras obras que abordam a história da Guerra de Troia. Na tragédia, após a guerra, as mulheres do povo vencido são partilhadas entre os homens. A releitura dessa partilha é feita por corpos femininos latino-americanos, que trazem imaginários e histórias encruzilhadas com identidades e religiosidades de matriz africana, vivências feministas e políticas, de modo que a montagem convive com duas camadas: a narrativa grega e os relatos, símbolos e vidas de suas intérpretes criadoras invadindo e ocupando a cena, tornando Troia um lugar metafórico que diz sobre aquilo que se perde: identidade, dignidade e direito à própria voz.
- Sábado17h30
COMUM
A temporada faz parte das comemorações de 20 anos do Grupo Pandora de Teatro e marcam também os 60 do golpe militar, que ocorreu em 1º de abril de 1964, quando forças conservadoras, elites empresariais e Forças Armadas deram um golpe de Estado que levou o Brasil a uma ditadura de 21 anos. Inspirado na descoberta da vala clandestina do Cemitério Dom Bosco no bairro de Perus em 1990. Um jovem em busca de informações sobre o desaparecimento de seus pais, dois coveiros envolvidos com a criação da vala e uma estudante que se aproxima do ativismo político. 1970/1990 épocas distintas se entrelaçam e evidenciam causas e consequências.
- Quinta20h
- Sexta20h
DEPOIS DO ENSAIO, NORA, PERSONA
Depois do ensaio, Nora, Persona: três ensaios sobre a falta e as formas do terror que atravessam processos de mobilidade social na dinâmica interracial disso que ainda chamamos sociedade. Primeiro, o teatro, e o que nele se faz na medida em vamos nos inventando a nós mesmos; depois, os confrontos da cena em sua demanda violenta de atualidade sem recuos; por fim, o trabalho de cura sobre os corpos que não esquecem suas dores, mas que as vão mapeando, no esforço de não se perderem em meio a elas, numa reiteração sem fim.
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo17h
ANGU
A trama conta seis histórias paralelas vivenciadas por pessoas negras gays, ou bixas pretas, buscando subverter o olhar social fetichista que as objetifica, criminaliza e hiperssexualiza.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
EM BUSCA DE JUDITH
Jéssica Barbosa acreditava que sua avó paterna havia falecido num acidente de carro. Uma foto e um relato familiar dispararam a busca pela história real de Judith. A mulher negra, mãe de cinco filhos, fora internada compulsoriamente num hospital psiquiátrico, onde permaneceu até a sua morte. A peça é sobre as buscas e descobertas dessa história, permeada pelo silenciamento das vozes femininas e questões que atravessam o sistema manicomial.
- Terça20h
- Quarta20h
CATIMBA
CATIMBA é dividido como um jogo de futebol, com primeiro e segundo tempo, prorrogação e decisão por pênaltis. Os clichês do famoso esporte também não podiam ficar fora de cena. Estão presentes a equipe de TV e seus narradores com seus bordões, os repórteres e suas entrevistas, os apitos, o banco de reservas, o bandeirão, o hino do time e a torcida barulhenta.
- Sábado12h
JOANA E O PRÍNCIPE SILENCIOSO
O Espetáculo é um jogo de histórias dentro de histórias. Duas Andarilhas contam a aventura de Joana - uma jovem de um reino distante - que aceita o grande desafio de tirar o Príncipe de seu profundo silêncio, algo que nenhuma pessoa daquele lugar conseguiu. Para ajudar a enfrentar este problema Joana recebe de sua Avó saberes em forma de histórias. Então, enche sua mala com lembranças, contos e fantasias e parte decidida a fazer o Príncipe falar, e libertar o reino daquela profunda tristeza.
- Sábado16h
- Domingo11h e 16h
A MULHER SEM PECADO
Atormentado por um ciúme doentio, Olegário adota métodos controversos para assegurar que sua bela esposa, Lídia, lhe é fiel. Num thriller psicológico eletrizante, segredos emergem desafiando os limites entre a paixão e a obsessão.
UM JAGUAR POR NOITE
Em “Um Jaguar por Noite”, as atrizes, os atores e a equipe técnica do 28 Patas Furiosas preparam o espaço cênico para dormir, enquanto elaboram reflexões sobre a dificuldade do sono nas cidades e se arriscam ao tentar lembrar de sonhos perdidos em suas memórias. No plano onírico, um grupo de pessoas decide alugar uma casa no campo para celebrar algo do qual não se lembram mais. Nesta casa, as pessoas são surpreendidas pela noite, e veem o encontro festivo ganhar contornos oníricos que entortam a realidade: a casa se desloca para um cemitério, cruza com dois rios e leva as pessoas para o topo de uma montanha rodeada por uma onça.
- Sexta21h
- Sábado21h
- Domingo18h
ESTADO INDEPENDENTE
A pesquisa e a criação se apoiam na revolução política e poética proposta por Ernesto Che Guevara nos anos 50 e 60, na figura lendária do guerrilheiro “cidadão do mundo” como ele próprio se definia, e na sua permanência no imaginário coletivo como um personagem de espírito incorruptível, indomável, e disposto a lutar contra a injustiça social.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
EL GRAND CLOWNBARET
A Cia Clownbaret é uma Trupe paulistana criada em 2009, que desenvolve a sua pesquisa na linguagem da palhaçaria. Nasceu sendo um cabaré mensal e estruturou-se com um elenco fixo menos de um ano depois. No próximo dia 16, às 21h, o Teatro Alfredo Mesquita recebe “El Grand Clownbaret”, um espetáculo que homenageia o universo circense com números divertidos e inusitados, acompanhados de uma banda composta por cinco musicistas. A companhia traz para a cena uma seleção das melhores esquetes criadas nos últimos anos de trabalho da cia, como a “Corrida ao Fim do Mundo”, ”Trankelina”, as “Irmãs Kamikazes” e também o ”Can Can”, outra marca registrada da Cia Clownbaret.
- Quinta21h
FLORILÉGIO
Espetáculo inspirado em histórias de vida de pessoas que vivem na Cidade Tiradentes e impulsionado pelo verbo “esperançar” de Paulo Freire, o espetáculo convida o público a uma viagem esperançosa em direção ao futuro e reflete sobre como a luta coletiva pode transformar a sociedade. A montagem nasceu a partir do diálogo com muitas vozes de ontem e de hoje, na busca por poetizar o cotidiano, mas também ultrapassar diversos tipos de opressões tantas vezes impostas. Desde a mais singular violência até a mais intensa solidão no vazio. Uma criação dramatúrgica que propõe refletir acerca das condições e relações humanas no território, tendo temas centrais: memória, esperança, história e o futuro dos moradores do bairro, de forma a visibilizar as dores e violências que assolam esta comunidade, mas também a força das relações comunitárias, capazes de transformar vidas realidades.
- Quinta19h
A (RÉ)TOMADA DA PALAVRA
Ela falou. Gritou. (silêncio). Não houveram chamadas de emergência para os seus pedidos de socorro. Não lhe socorreram, lhe silenciaram. Este silêncio ensurdecedor que mora em determinados corpos é fruto da palavra não dita, da palavra não considerada. E se a mulher preta na sociedade é invisível, há uma mulher que não existe, que ninguém vê: a mulher preta com deficiência. E as dores dessa mulher, quem acolhe? E a história dessa mulher-inexistente, quem ouviu? A (Ré)tomada da Palavra parte de infindáveis perguntas e gestos; A passageira toma o ônibus do transporte público, e o torna uma plataforma revolucionária onde emana sua voz. Um espetáculo estruturado no manifesto de uma mulher preta que retoma o ato, ação, a palavra contra o racismo, o machismo, o silenciamento e o capacitismo vivenciados socialmente pelas mulheres pretas e portadoras de deficiência.
- Quinta21h
- Sábado21h
- Domingo18h
