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AMORES SURDOS: O BALDE DE LAMA E O (CH)AMADO SILÊNCIO
A montagem, dirigida e adaptada por Luize, chega ao palco 20 anos depois da criação do texto original, sem transportar a história integralmente para o presente. A proposta é investigar o que permanece reconhecível na estrutura familiar criada por Passô e, a partir dela, acrescentar procedimentos, linguagens e questões que surgiram durante o processo de criação universitário. O resultado reúne quatro atores e dois músicos em cena, com música original executada ao vivo, dança, partituras corporais, projeções e momentos em que os intérpretes deixam os personagens para falar diretamente com o público.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo19h
AINDA CABE MAIS MUNDO
Três Poetas-Operários conduzem o público por uma travessia poética inspirada na vida, na obra e no pensamento de Waly Salomão. Entre poemas, canções, memórias, o espetáculo transforma o palco em um território de encontros para celebrar a potência criadora de um dos artistas mais inquietos da cultura brasileira. O espetáculo convida cada espectador a embarcar numa experiência em que a poesia se torna alimento, a memória se revela uma ilha de edição e a imaginação um poder de transformação.
- Terça20h
- Quarta20h
A GENTE MIRA NO AMOR E ACERTA NA SOLIDÃO
Um guia turístico convida o público a uma visita ao coração humano. Entre a expectativa da chegada da pessoa amada e a elaboração do término dessa relação, ele conduz os visitantes por um passeio existencial e bem-humorado que reflete sobre o amor e a inevitável solidão que atravessa a existência humana.
- Quinta20h30
- Sexta20h30
- Sábado20h30
DEPOIS DO ATO
Três homens — um fanático, um evangélico e um humilde — que, após participarem de um ato político, ficam presos em uma misteriosa antessala.
- Quarta20h
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado18h e 20h
- Domingo20h
ARRANCO PEDAÇO (UM DELÍRIO ERÓTICO) – Segunda Temporada
Com uma narrativa erótica, atmosférica e provocadora, o espetáculo investiga o desencontro, o amor idealizado em atrito com a realidade e corpos que habitam o limite da carne e do desejo, em uma tentativa desesperada de não sucumbir ao fracasso da intimidade. Em cena, artistas-criadores dão corpo a um delírio sexy, cínico e imagético que convida o público a aguçar os sentidos e atravessar a madrugada entre o delírio e a lucidez.
- Sábado20h30
VOZ DE VÓ
Com delicadeza e humor, Voz de Vó propõe uma reflexão sobre a memória, o tempo e os laços familiares. A apresentação parte de perguntas simples, mas profundas: o que acontece com as lembranças quando elas desaparecem? Como guardamos as histórias que nos formam? E de que maneira seguimos conectados a quem amamos quando as memórias começam a escapar?
- Domingo15h e 17h
ANTÍGONA
Nessa versão da obra, o foco da montagem é a intimidade das duas jovens irmãs. Antes que a tragédia se consolide, Antígona e Ismênia são mostradas como jovens comuns - entre jogos, desejos e tentativas de viver uma vida ordinária - enquanto o mundo ao redor se deteriora.
- Quarta20h
- Quinta20h
CARDÍACO CARDINAL
A trama percorre, por meio de quadros musicais e poéticos, vivências que vão do nascimento à infância, da descoberta dos desejos ao encontro transformador com a arte. Nesse percurso, também emergem os desafios que atravessam vidas e corpos dissidentes.
- Quarta19h30
- Quinta19h30
- Sexta19h30
- Sábado19h30 e 17h30
- Domingo18h30
DO CAVALO NADA SABEMOS
A dramaturgia de Do Cavalo Nada Sabemos toma como ponto de partida o episódio ocorrido em 3 de janeiro de 1889, na Piazza Carlo Alberto, em Turim. Ao ver um cocheiro espancando o animal, o filósofo Friedrich Nietzsche se atirou ao pescoço do cavalo para protegê-lo, chorou e, a partir daquele momento, entrou em colapso mental definitivo. A montagem usa essa cena para investigar violência, culpa e o desejo de reparação. A peça trata a separação entre natureza e cultura como um erro de origem da civilização e defende que é preciso libertar a vida dos pontos em que ela ainda está presa à conduta humana.
- Sexta21h
- Sábado18h30
- Domingo18h30
50+- O GAME DA MEMÓRIA
Três amigos, após tomarem um banho de lama rejuvenescedora, veem-se devolvidos a cada ano de suas vidas. Se não foi possível entender o destino vivido até agora, será preciso então, voltar às suas origens. Essa é a dramaturgia de todo ser humano que passa pelo processo de envelhecer.
- Sábado19h30
- Domingo16h
O ALIENISTA
Livremente inspirada no conto publicado originalmente em 1882, a montagem parte da história do médico Simão Bacamarte, interpretado por Roger Gobeth, que decide estudar a loucura e passa a internar moradores de Itaguaí na Casa Verde. O que começa como uma investigação científica se transforma gradualmente em uma disputa pelo controle da cidade.
- Sexta21h
- Sábado20h
- Domingo18h
PEQUENO MONSTRO
A nova montagem ganha especial significado em 2026, ano que marca os 30 anos da morte de Caio Fernando Abreu. Um dos principais escritores brasileiros a colocar em circulação experiências de desejo, sexualidade, solidão e dissidência, Caio permanece como referência para diferentes gerações LGBTQIAP+. Ao retomar PEQUENO MONSTRO, a Homograma não busca reproduzir a montagem apresentada originalmente em São Paulo, em 2022, mas reler o conto a partir de outros corpos, territórios e experiências.
- Quarta20h30
- Quinta20h30
PIETÁ – UM FRACTAL DE MEMÓRIAS
É Noite de Natal nos anos 80 e Pedro em estado depressivo severo, enfrenta uma crise de ideações suicidas e não consegue mais separar com clareza o que é real e o que é ficção. Movido por este ímpeto de dar fim a sua dor, fazemos uma viagem vertiginosa em suas memórias e projeções. Em contraponto à narrativa existencialista, a trama desnuda em paralelo, a busca de Pedro pela sua salvação, que com a ajuda de uma terapia multidisciplinar e sistêmica, busca desatar os nós e ressignificar os traumas do protagonista, fazendo da compaixão a saída para um novo viver.
- Sábado20h
- Domingo18h
RESIDÊNCIA ARTÍSTICA JANAINA LEITE E NÚCLEO OLHO
Janaina Leite, uma das artistas brasileiras de maior projeção internacional da atualidade, que teve seu trabalho História do Olho – um conto de fadas pornô noir, apontado pelo New York Times como uma das obras de vanguarda mais surpreendentes do teatro contemporâneo, ocupa o Instituto Capobianco durante o segundo semestre de 2026. A temporada apresenta quatro espetáculos — incluindo uma criação inédita —, dois laboratórios e atividades imersivas com o público. A Residência Janaina Leite e Núcleo do Olho apresenta diferentes momentos da trajetória da artista e do grupo e amplia sua pesquisa sobre as relações entre arte, pornografia, vida, tecnologia e experiência.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
BAAL – O MITO DA CARNE
Baal é inspirado no deus fenício da fertilidade e fecundação. Na peça, ele representa o retorno do homem à sua essência mais primitiva e selvagem. Rejeitando as regras da sociedade, Baal explora seus desejos sem culpa, cruzando limites entre o encantamento e a destruição, amoral, mas em um mundo amoral. Baal - O Mito da Carne conta a história do amor dilacerado entre Baal (Fonseca) e Ekart (Daniel Ortega), com referências ao tórrido romance vivido entre Rimbaud e Verlaine. Juntos, eles caminham pelo mundo deixando corpos e poesias por onde passam, ao mesmo tempo em que são consumidos por esse mundo. Formando um triângulo amoroso com Sophie (Stella Rocha), estendem ao público uma conturbada discussão dialética sobre empatia. “Baal e Ekart não se encaixam em nenhuma definição de gênero e para eles pouco importa. Isso quer dizer que não é possível rotula-los, defini-los”, comenta o diretor. O espetáculo sugere que, numa sociedade controlada pelo capital, onde as atitudes se tornam mecânicas e insossas, só uma força transgressora pode despertar as pessoas para a vida.
- Sábado20h
- Domingo20h
