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FILUMENA MARTURANO
Inspirada em uma notícia de jornal sobre uma mulher que simula estar em estado terminal para convencer o homem que ama a se casar com ela como seu último desejo, Eduardo De Filippo desenvolve a trama de sua peça mais popular, Filumena Marturano (1946). O pano se abre com a revelação do golpe da protagonista, e a história se desenrola, ao longo de uma hora e meia, entre surpresas e revelações sobre o passado dos personagens e suas consequências para o futuro. Depois de vinte e cinco anos de convivência extraoficial com Domênico, que a retirou de um bordel, Filumena guarda um segredo que vem à tona: ela teve três filhos e deseja o casamento para legitimar a paternidade. Mas há uma carta na manga: apenas um deles é filho de Domênico. Talvez sejam os três, mas esse é um trunfo que Filumena não entrega de bandeja. Entre a comédia e o drama sentimental, De Filippo resgata, por meio da ficção, o sobrenome que ele e seus dois irmãos, filhos ilegítimos, nunca tiveram. A arte corrige a vida, para deleite dos espectadores.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
LUCHA – RECORDAR O QUE HÁ EM NÓS
Sem saber-se uma chasqui - mensageira atemporal do Império Inca, e herdeira de um enorme quipu, um sistema de arquivo com memórias atadas em fios e nós, a atriz parte em jornada buscando reconstruir aquilo que ainda não é capaz de decifrar.
- Sábado20h
- Domingo18h
DEPOIS DA CHUVA
Prontos para ir a um casamento, figurino de festa e tudo, Lígia e Alberto são obrigados a ficar em casa por conta de um forte temporal. Impedidos de sair, a conversa, de início corriqueira, deságua em acalorada discussão quando vêm à tona feridas ainda não cicatrizadas de uma relação longa e desgastada.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
A HISTÓRIA QUE SE REPETE
Dois homens habitam um futuro distópico, onde tempo, memória e realidade se repetem em ciclos que fomentam vários questionamentos sobre nossa sociedade, relações de poder e civilidade. Um retrato lírico e crítico da condição humana diante do colapso cotidiano.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
OS ÚLTIMOS 5 ANOS
A homenagem coincide com um período de grande projeção para o título ao redor do mundo. Em 2026, as comemorações reuniram novas montagens e concertos especiais em diferentes países, entre eles a produção estrelada por Ben Platt e Rachel Zegler, apresentada no London Palladium e posteriormente levada ao Hollywood Bowl e ao Radio City Music Hall, sob direção e regência do próprio Jason Robert Brown. A programação incluiu ainda o lançamento de um álbum ao vivo oficial, reafirmando a relevância do musical um quarto de século após sua estreia.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
QUANDO DESPERTARMOS DE ENTRE OS MORTOS
Na trama, o escultor Rubek (Celso Frateschi) vive um casamento monótono e infeliz com sua jovem esposa, Maja (Maria Manoella). O artista tenta reconstruir a própria história ao reencontrar Irene (Maria Fernanda Candido), mas o encontro não representa uma retomada do passado, e sim o confronto com aquilo que os dois deixaram de viver. A montagem estabelece um diálogo com a sociedade contemporânea ao apresentar personagens que já não parecem viver plenamente, permanecendo expostos, enquanto sentimentos e dores se transformam em espetáculo. A obra coloca em questão o que se sacrifica em nome da criação e a que custo.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
TRILOGIA DA NOITE ESCURA DA ALMA
São três monólogos que possuem pontos em comum. O mesmo tema - “a noite escura da alma” - perpassa as dramaturgias que contam as histórias de duas santas e um santo, ícones carmelitas venerados na fé católica: Santa Benedita Tereza da Cruz (1891-1942) - Edith Stein, a Estrela e a Cruz, vivida em cena por Daniela Schitini; São João da Cruz (1542-1591) - João da Cruz, interpretado por Helder Mariani; e Santa Theresinha do Menino Jesus (1873-1897) - Theresinha, interpretada por Gabriela Cerqueira. Outras duas atrizes - Katia Naiane e Nicoli Rizzoli - atuam no espetáculo performando e conduzindo o público pela Catedral da Sé para o encontro com os três santos e “a noite escura da alma”.
- Terça19h
IGREJA DO DIABO
A filosofia moral atravessa a montagem sem abandonar o humor. “A Igreja do Diabo” explora as fronteiras entre aquilo que uma sociedade estabelece como moral ou imoral por meio de uma sonoridade inspirada no universo pop e de uma linguagem coreográfica queer. A escolha dialoga com expressões artísticas protagonizadas por mulheres, pessoas pretas e integrantes da comunidade LGBTQ+, grupos cujos comportamentos, corpos e manifestações artísticas foram, historicamente, submetidos a diferentes formas de julgamento moral.
- Segunda20h
- Terça20h
ABYSMO
O que acontece quando deixamos de contar histórias e passamos apenas a transmitir informações? Em Abysmo, Alessandra Queiroz se coloca em cena para investigar a palavra, a memória e as formas de comunicação em um tempo marcado pelo excesso de informação. Entre textos, documentos, autobiografia e referências históricas, a atriz dá voz a mulheres e aproxima passado e presente para refletir sobre quem pode falar, quem é escutado e o que se perde quando uma experiência deixa de ser narrada.
- Segunda20h
A VIDA DE UM SER
A VIDA DE UM SER tem concepção e criação de Artur Slama – que também assina a direção – e Vinicius Gonzalez. Em cena, os próprios criadores dão vida aos irmãos em uma narrativa que parte do cotidiano para chegar a questões mais amplas sobre a condição humana. Dormir, comer, ir ao banheiro, trabalhar, cumprir tarefas e seguir a rotina fazem parte da existência, mas o espetáculo pergunta o que existe entre uma obrigação e outra. Onde entram o amor, a poesia, a sensibilidade, o desejo, a memória e a necessidade de estar junto?
- Sábado20h
- Domingo18h
O PURGATÓRIO DOS VIVOS
O Purgatório dos Vivos é uma tríade cênica. Encenada por atores seniores, ganhadores do prêmio de melhor espetáculo profissional, melhor ator e indicado a melhor direção no festival 2º FESTECA-Caieiras/2026. A Cia Loxodonta investiga como ainda nos sustentamos ou não diante de tantas pressões modernas. Usando uma estética bem limpa e direta, o espetáculo transita entre o absurdo, a farsa e a distopia para mostrar as máscaras que usamos no dia a dia. Entre um sapato que aperta, uma mala que não nos leva a lugar nenhum e um círculo que isola, a peça disseca o quanto a nossa identidade se perde nessa era dos algoritmos. É um convite urgente para romper com o que nos é imposto e encarar o esgotamento de estar vivo. Uma performance sobre a coragem de sentir em um mundo que nos quer apenas como marionetes aprisionadas nas caixas de vidro das telas.
- Sábado21h
O CRIME DE ALDEIA VELHA
Ambientada em uma pequena aldeia portuguesa em 1936, a obra acompanha uma comunidade profundamente marcada pela religiosidade, pelo patriarcado e pelo controle social. Nesse ambiente, Joana, uma jovem que não se submete aos padrões estabelecidos, torna-se alvo de suspeitas e acusações que desencadeiam uma escalada de intolerância e violência.
- Sexta20h30
- Sábado20h
AMORES SURDOS: O BALDE DE LAMA E O (CH)AMADO SILÊNCIO
A montagem, dirigida e adaptada por Luize, chega ao palco 20 anos depois da criação do texto original, sem transportar a história integralmente para o presente. A proposta é investigar o que permanece reconhecível na estrutura familiar criada por Passô e, a partir dela, acrescentar procedimentos, linguagens e questões que surgiram durante o processo de criação universitário. O resultado reúne quatro atores e dois músicos em cena, com música original executada ao vivo, dança, partituras corporais, projeções e momentos em que os intérpretes deixam os personagens para falar diretamente com o público.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo19h
AINDA CABE MAIS MUNDO
Três Poetas-Operários conduzem o público por uma travessia poética inspirada na vida, na obra e no pensamento de Waly Salomão. Entre poemas, canções, memórias, o espetáculo transforma o palco em um território de encontros para celebrar a potência criadora de um dos artistas mais inquietos da cultura brasileira. O espetáculo convida cada espectador a embarcar numa experiência em que a poesia se torna alimento, a memória se revela uma ilha de edição e a imaginação um poder de transformação.
- Terça20h
- Quarta20h
A GENTE MIRA NO AMOR E ACERTA NA SOLIDÃO
Um guia turístico convida o público a uma visita ao coração humano. Entre a expectativa da chegada da pessoa amada e a elaboração do término dessa relação, ele conduz os visitantes por um passeio existencial e bem-humorado que reflete sobre o amor e a inevitável solidão que atravessa a existência humana.
- Quinta20h30
- Sexta20h30
- Sábado20h30
