Inf Peças
COMO TODOS OS ATOS HUMANOS
Como Todos os Atos Humanos investiga a naturalização da violência e a perpetuação histórica das estruturas patriarcais. Em uma inversão do mito de Electra, o espetáculo constrói uma narrativa sombria sobre uma filha inexistente que, simultaneamente fascinada e subjugada pela figura paterna, rompe o ciclo de dominação ao exterminá-lo, furando seus olhos com um estilete. Esse “parricídio ocular” de forte carga simbólica — instaura em cena o aniquilamento arquetípico do patriarcado e da vigilância que a ordem masculina impõe ao corpo e ao destino da mulher.
- Quinta20h30
- Sexta20h30
- Sábado20h30
O ÚLTIMO ATO
Na trama, um pintor de reconhecimento internacional e seu companheiro mais jovem, juntos há 43 anos, preparam-se para viajar ao Porto, em Portugal — cidade onde se conheceram. A princípio, seria apenas mais uma das muitas viagens que o casal realizou ao redor do mundo, não fosse esse o último destino antes da decisão definitiva do pintor: recorrer ao suicídio assistido após o agravamento dos sintomas do Alzheimer.
- Quinta20h
UMA CARTA PARA MEUS NETOS
Com linguagem contemporânea e estética intimista, “Uma Carta para Meus Netos” borra as fronteiras entre autobiografia e ficção. O espetáculo combina teatro de objetos e performance do ator, utilizando brinquedos como arquétipos emocionais: símbolos reconhecíveis da infância que revelam tensões, expectativas e fragilidades nas relações familiares. Nesse jogo entre verdade e invenção, o público é convidado a se reconhecer nas cenas e a refletir sobre suas próprias heranças afetivas.
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo18h
MEDEA DE SÉNECA
Abandonada por Jasão, que decide se casar com Creúsa, filha do rei Creonte, a feiticeira Medea vê ruir não apenas o seu matrimônio, como também sua identidade. Movida pela fúria e pela vingança, ela envia presentes envenenados para sua rival, o que culmina na morte da família real. Para atingir o marido no que ele tem de mais precioso, Medea assassina os próprios filhos.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
SOZINHO COM ROMEU & JULIETA
Um ator (Evandro Santiago) está sozinho num ateliê esquecido de um teatro fechado por razões políticas. Ali, entre bonecos, manequins e figurinos abandonados, decide reviver as cenas do último espetáculo que ensaiava antes da interrupção: o clássico “Romeu e Julieta”, de Shakespeare.
- Quinta20h30
- Sexta20h30
- Sábado20h30
- Domingo20h30
CORDÉLIA BRASIL
A peça se passa em uma quitinete decadente no Rio de Janeiro e coloca em foco a coragem diante de toda opressão e exaustão vivida pelas mulheres. Na trama, Cordélia (interpretada por Paula Goja) tenta resistir à miséria e ao marido inerte. Numa jornada entre explosões de afeto e ironia, ela trabalha como auxiliar de escritório e começa a se prostituir para sustentar seu companheiro Leônidas (Antonio Pina), que vive em constante procrastinação. A chegada do jovem Rico (Pedro Pedruzzi) acaba estremecendo a relação entre os dois.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo18h
QUANDO SOMOS QUANDO
Escrita em 1928 por Virginia Woolf, “Orlando: Uma Biografia” conta a história de um jovem nascido no século 16 que vive por mais de 300 anos. Aos 30 anos, na metade do livro, ele passa por uma misteriosa mudança de sexo e se transforma numa mulher. Aos 36, ela é vista pela última vez, no dia 11 de outubro de 1928. O que aconteceu com Orlando depois disso, ninguém sabe bem. Ao longo do século 20, ele percorreu dezenas de países trabalhando como bailarina em diversas companhias e também dominou a técnica da mudança de sexo e da oscilação de gênero: ora aparecia como mulher, ora como homem. Quando Somos Quando imagina o que aconteceu com o personagem após o livro e nos abre um caminho para pensar a própria natureza da Dança.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
CAMISETA DE AMORA
“Camiseta de Amora” traz a linha tênue entre a vida e o sonho, desdobrada na jornada póstuma de um garoto periférico de 11 anos, cujas reflexões profundas ganham vida após a sua morte. É o primeiro espetáculo do coletivo AGÔ – Teatro Popular e traz à efervescência da favela, seus sons, sabores e dessabores, revisita suas memórias íntimas, e tece um rico painel de vivências que abraçam desde ancestralidades e religiosidade até os desafios da violência do Estado e a ausência de infraestrutura básica.
- Sexta21h30
- Sábado18h30
- Domingo18h30
PRISMA – EU SOU ASSIM
PRISMA – eu sou assim é uma aventura cheia de graça que se passa dentro e fora da cabeça de uma menina autista. A peça é o ponto de vista bem-humorado e inusitado desta criança e a plateia acompanha sua história: o nascimento, a infância, as relações familiares, a escola, as interações com os amigos e as primeiras descobertas de vida.
- Sábado12h
- Domingo12h
MULHER EM FUGA
A narrativa da peça acompanha Monique, a mãe do autor, em diferentes momentos de sua vida: gesto literário ao mesmo tempo, íntimo e político, que expõe as engrenagens sociais que silenciam e subjugam mulheres da classe trabalhadora. Entre a luta e a libertação, o que vemos é uma mulher que insiste em recomeçar. E, nesse gesto, Monique se torna também o retrato de tantas mulheres brasileiras que, contra todas as adversidades, assumem a chefia de suas famílias e reinventam suas vidas. Édouard Louis participa da encenação “Mulher em Fuga” por meio de voz off, na cena em que ele e sua mãe conversam ao telefone.
- Sexta20h
CÃO
CÃO é uma colaboração entre os grupos Clowns de Shakespeare (RN) e Magiluth (PE), que nasceu de uma pesquisa sobre o Brasil contemporâneo, suas contradições, afetos e resistências, com foco na questão do trabalho precário em suas diversas facetas. Um grupo de trabalhadores de eventos — mestres de cerimônia, técnicos de som e luz, cenógrafos, produtores, seguranças e outros —, após trabalharem ininterruptamente por 48 horas para garantir que o teatro estivesse impecável para a posse do recém-eleito líder da jovem república do Lácio, recebe uma notícia que interrompe toda a programação e os coloca em uma situação de extremo estresse e submissão aos interesses de pessoas poderosas cujas motivações lhes são incompreensíveis. A partir dessa situação fabular, CÃO lança luz sobre o lugar do trabalhador no Brasil contemporâneo, na América Latina e no mundo.
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo18h
DEPOIS DO SILÊNCIO
Em cena, as atrizes Camila Guerra e Naira Carneiro interpretam Anne Sullivan e Helen Keller, respectivamente. A atriz Renata Rezende (surda) traz ao palco um contexto autobiográfico, criando um diálogo paralelo entre o período em que viveram as personagens (os anos 1890) e os dias atuais. Combinando teatro e dança, o espetáculo é encenado em português e em libras pelas próprias atrizes tornando a montagem inclusiva para surdos. “A peça não só pretende contribuir para a reflexão de jovens e adultos sobre a temática da acessibilidade e visibilidade das pessoas com deficiência, mas também ser um exemplo de inclusão a partir do encontro de atrizes ouvintes e surdas em cena”, conta Naira Carneiro.
- Terça20h
- Quarta20h
TENENTE SEBLON
Um dia, esse gravador é roubado e passa a circular nas mãos de um estranho. Sendo chantageado pelo estivador César, ele se lança num jogo de sedução e crime. Um legionário assassinado na cidade e uma invasão seguida de roubo de expressiva quantia no navio temperam a trama num misto de drama e suspense. Inesperadamente um triângulo amoroso é formado com final surpreendente. O navio vai zarpar. Quem segue com eles?
- Sábado22h
BARULHOS
A peça acompanha Rosa, uma menina que, enquanto vivencia com a mãe o luto pela morte da avó, passa a encontrar em seus sonhos uma garota misteriosa que procura sua casa perdida. Nesse universo onírico, em que um barulho estranho desloca o chão e arrasta todas as casas, Rosa e a menina percorrem uma jornada repleta de figuras fantásticas — como uma onça falante, uma cabeça sem corpo e uma guia cientista — em busca daquilo que não para de se mover. Ao final, Rosa descobre que a garota misteriosa é sua avó quando criança; e ao compartilhar esse sonho com a mãe, abre um espaço de escuta afetiva, revelando o sonho como ferramenta de elaboração e transformação.
- Sábado15h
- Domingo15h
ZERO GRAU
Na trama, Amanda é jovem, rica e perdida. Filha de uma família abastada e corrupta, vive sob a pressão de ser feliz e bem-sucedida – mas sem saber ao certo quem é ou o que quer da vida. Em meio a um tratamento psicanalítico, Amanda se depara com a mais dura das escolhas, ser ou não ser. E é nesse limiar que sua vida começa a ser construída. Usando de metalinguagem a peça faz um paralelo com HEDDA GABLER de Ibsen, onde nossa atriz principal vive na ficção o que planejava na sua própria vida.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo19h
