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AMOR PARA OBÁ
O espetáculo Amor para Obá narra a saga de amor entre Xangô e suas três mulheres: Iansã, Oxum e Obá.nnEm uma história de disputa por poder, com Orixás como personagens, o espetáculo mostra a que ponto podemos chegar quando se ama de verdade e as consequências que isso pode levar.nnUm espetáculo cheio de intrigas, lutas, e, claro amor, o folclore nacional é mostrado através dos ritmos nordestinos nas músicas e coreografias.
FEIO
A trajetória de Lima (sua vida e sua obra) foi de luta contra essencialmente três palavras: prisão, sequestro e detenção. Viveu rotulado por ser quem era: um homem negro, filho de um homem com seus desequilíbrios mentais, com o rastro do alcoolismo correndo atras dele, se esquivando do fracasso anunciado. Tentou fugir disso. Não conseguiu. O alcoolismo o alcançou. As perturbações mentais o encontraram. A sua arte grandiosa e inteligência imensa tentaram ser seu escudo, mas o Brasil dos estigmas e racismos não permitiram. Prenderam, sequestraram e detiveram a genialidade e as dores de Lima Barreto inúmeras vezes. O fizeram definhar. Este recital performático busca libertá-lo. Liberdade para Lima Barreto agora – finaliza Gabi Costa.
TÔ LOUCA, MAS NÃO TÔ SOZINHA
Na trama, Delícia está sendo investigada por um crime. É nesta circunstância que inicia o relato de sua trajetória, repleto de eventos e misturas curiosas. Imigrante fogosa, ela chega à Grande São Paulo com a esperança de que aqui sua vida se transforme e de realizar seus sonhos de abundância e afetividade.nEla inicia uma jornada como empregada doméstica para famílias nada convencionais. E, no vem e vai de lares e encontros amorosos, descobre sua tão esperada mudança de vida ligada à famosa máxima: "se não pode com eles, junte-se a eles".
A DOENÇA DO OUTRO
Dirigido por Fabiano Dadado de Freitas, A Doença do Outro debate preconceitos, estigmas e, acima de tudo, quebra o silêncio sobre a vida de pessoas portadoras do vírus. “O silêncio não nos protege porque nos escondemos. Se não falo, eu me preservo, mas ao mesmo tempo fico invisível. Mesmo após tantos anos, décadas, a regra do silêncio sempre permaneceu. O desejo da peça é de que um dia ninguém mais precise se esconder nesse armário do HIV, que não precisemos mais de uma lei que defenda o anonimato – lei que defendo porque ainda enfrentamos muito preconceito”, coloca o ator. nNa sua construção do texto, Serruya tem como ponto de partida algumas fontes essenciais: a obra A doença e suas metáforas, da ensaísta e filósofa estadunidense Susan Sontag, que propõe uma análise sobre a história social da doença e como a sociedade enxerga um corpo doente; conceitos do feminismo negro e da teoria queer também aparecem sempre no sentido de pensar como os conceitos de um corpo diverso vão se formando; por fim, há relatos autobiográficos do próprio autor e perfomer da cena, que vive com HIV desde 2014.nNeste solo, a direção coloca a teatralidade e a interatividade unidas: os temas dessa “conversa”, como diz o ator, se apresentam em uma série de jogos com a plateia, permeados pelo videografismo presente em projeções em vários locais, inclusive no figurino. nA Doença do Outro integra a programação do Teatro Mínimo, criado em 2011, pela equipe de programação do Sesc Ipiranga. Depois de três anos sem programação por conta da Covid 19, em outubro, o espaço voltou a receber espetáculos teatrais que discutem a experimentação das linguagens cênicas, além de aproximar fisicamente o público dos artistas, deixando a experiência mais intimista.
- Sexta
- Sábado
- Domingo
ESCOLA DE MULHERES
A peça, que foi um sucesso estrondoso na sua estreia em Paris, e gerou infindáveis discussões sobre a polêmica comportamental que trazia, é exemplarmente clássica, com unidade de tempo – tudo se passa em 24hs – espaço e ação e a encenação busca mesclar sugestões do século XVII com traços contemporâneos. Tudo se passa numa praça e, ao fundo, um painel com o sol nos remete a Luís XIV, patrono das artes e da trupe de Molière. Por conta da polêmica que seu texto gerou, Molière escreveu logo, depois da estreia, uma outra peça para responder a seus detratores, A Crítica à Escola de Mulheres.
- Sábado20h30
E SE A PORTA CAIR SEGUIREMOS SENTADOS APENAS MAIS VISÍVEIS
O espetáculo coloca em cena um julgamento em que todos os participantes ocupam, ao mesmo tempo, as posições de juízes, réus, advogados de defesa e acusação. A ideia é sugerir ao mesmo tempo um tribunal revolucionário, um coro trágico, uma autocrítica de rede social, uma psicanálise de desenho animado, para refletir sobre como, no debate urgente sobre os rumos políticos do presente, a força de transformação parece paralisada pela confusão entre culpa e responsabilidade, vergonha e masoquismo, acusação e ressentimento.nnEle encerra a Trilogia dos Afetos Políticos. A trilogia inclui ainda O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer e E o que fizemos foi ficar lá ou algo assim. As três peças foram criadas durante um processo de crise política nacional (pra não dizer mundial), que foi só se agravando ao longo dos anos. Elas buscam refletir sobre esse processo e têm uma coincidência: todas tiveram a reta final do processo de criação num ano eleitoral. A primeira estreou em outubro de 2014, a segunda em janeiro de 2019 e a última será após o primeiro turno das eleições de 2022.
CAMINOS INVISIBLES…LA PARTIDA
Composto por atores brasileiros e bolivianos, o espetáculo narra a trajetória de imigrantes sul-americanos, com destaque para os povos andinos, que deixam seus países em busca de melhores condições de vida e chegam à grande metrópole paulistana. Este cenário se funde com as situações de ilegalidades na luta pela sobrevivência. O mercado da moda, que mobiliza a problemática social, ironicamente, satiriza o mercado de massa, enquanto é abastecido pela mão de obra escrava do imigrante.
- Sexta
- Sábado
- Domingo
O BRASIL É BOM
Assim como no livro homônimo de contos, a peça busca investigar cenicamente as possibilidades e indagações que se podem trazer para a materialização. A partir do horror de um pensamento limitado, ou a beleza de um pensamento consciente, é alcançada a comunicação dessas palavras ferinas através de uma explícita ironia.n Com direção de Georgette Fadel e William Simplício traz no elenco Eduardo Speroni, Jean Machado, Nathalia Ernesto e Nilceia Vicente. De forma crítica, a peça expõe questões sociais do país trazendo uma linguagem lírica, poética ou ainda debochada, transitando entre realidade e ficção. Os textos se distanciam ou se aproximam de situações naturalizadas pelo senso comum, nos convocando a refletir sobre a potência de seus apontamentos e em como ressignificá-los à luz dos acontecimentos atuais. Em O Brasil É Bom, as portas do Inferno da Estupidez são abertas e os personagens mais inacreditavelmente estúpidos tomam conta do espaço cênico, como fantasmas da realidade. Por vezes, cômicos. Por vezes, aterrorizantesn
- Sexta
- Sábado
- Domingo
NELSON ETERNO RETORNO
Inspirada na vida e na obra de Nelson Rodrigues (1912-1980), Nelson Eterno Retorno, leva o público a uma viagem intimista, lírica e investigativa que revela às razões que transformaram o jornalista, policial e esportivo, no mais importante dramaturgo brasileiro. A partir da relação com a filha cega, surda e muda e seu fascínio inesperado por uma de suas leitoras mais assíduas, seus pensamentos nos levam às lembranças e questionamentos existenciais de sua própria vida cotidiana até que a misteriosa leitora de sua coluna policial começa a lhe escrever cartas reveladoras. Cartas que tomam conta de sua mente, inspirando algumas de suas mais notáveis obras teatrais: histórias íntimas , ações, sentimentos, delírios, certezas e incertezas sobre a própria existência e sexualidade são alguns dos temas descritos por sua misteriosa admiradora; até que ambos resolvem materializar essa relação de trocas de cartas, no mundo real para o delírio absurdo e festejo de um pornográfico apaixonado.
O AMOR E SEUS FINS
Depois de 16 anos de um casamento aparentemente feliz, uma mulher e um homem decidem se divorciar. Colocam o contrato na mesa, mas não conseguem assinar os papéis. Entendendo que o amor não foi suficiente para sustentar essa relação, começam um processo de desconstrução e rupturas. Conversam, dançam, brigam, riem e se humilham, num jogo angustiante de aproximações e distâncias. Tentam, assim, criar outras narrativas. E, ao fazer isso, vão percebendo que o casamento deles não é só deles. Dentro dessa sociedade burguesa, todos estão engendrados num sistema fracassado, mas ainda assim, seguem reproduzindo os mesmos padrões.
COMÉDIA.COM
Na peça, uma companhia de teatro chamada Dramática Popular, formada por dois canastrões, preparara uma masterclass apresentando para o público o seu método de interpretação. Os atores Ana Andreatta e Nilton Bicudo, exploraram cenas relevantes da dramaturgia universal, formando um casal que brinca de amar, odiar, ter ciúmes, sentir solidão, e esperar os dias melhores que virão, com paciência e bom humor.nUsando alguns textos clássicos e outros modernos, eles vão dar aula. “É uma grande brincadeira com cenas de Hamlet, Othelo, Romeu e Julieta, Medéa, entre outras, sempre usando essa relação do masculino e feminino. A ideia é mostrar essas duas figuras caricatas tentando ensinar as suas técnicas de atuação”, conta Elias Andreato.nUsando duas cadeiras, uma escada e alguns detalhes de figurinos, as cenas são costuradas a partir dessa relação de um homem e uma mulher atuando juntos no teatro e na vida. Tudo pontuado com música ao vivo pelo pianista Jonatan Harold.
O GATO MALHADO E A ANDORINHA SINHÁ
O romance O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá foi escrito por Jorge Amado em 1948 como um presente de aniversário para seu filho João Jorge, que fazia um ano na ocasião. A obra, que só seria publicada pela primeira vez em 1976, é uma fábula sobre um amor proibido entre dois seres bem diferentes. nA montagem da Cia. Novelo adiciona recursos da linguagem de palhaço e do circo ao romance entre um gato malhado, visto como mau pela comunidade de animais onde vive, e uma andorinha. Também há catorze músicas originais compostas e executadas pelo elenco ao vivo.nEmbora tenha como ponto de partida uma obra infantojuvenil, a montagem explora essa linguagem popular, capaz de se comunicar com públicos de diferentes idades, com direito a muitas músicas originais costuradas à dramaturgia e interpretadas ao vivo pelo elenco. n
NAQUELA NOITE EU OLHEI PELA JANELA E VI A LUA MORRER
NAQUELA NOITE EU OLHEI PELA JANELA E VI A LUA MORRER é um monólogo costurado com linhas e retalhos diversos, autobiográficos e ficcionais. O personagem não tem nome, pode ser qualquer um de nós. Os objetos que formam o cenário refletem o passado, a memória. O velho baú, talvez do fim do século XIX, invade os tempos modernos e guarda recordações. Dentro dele cada objeto tem sua essência. Alguns precisam ser descartados. Alguns precisam ser preservados. Cabe ao personagem decidir, escolher o que vai jogar fora. Talvez esteja aí a chave para a felicidade.
- Sexta20h
- Sábado20h
TRAVESSIA BRASIL – UM CAMINHO PARA PEDREIRA
Na trama, não há mais lugar para o povo na cidade de Pedreira das Almas, nem para os mortos, pois o ciclo da mineração destruiu tudo, restaram apenas árvores retorcidas que se agarram às pedras. Agora o povo está dividido entre aqueles que querem abandonar a cidade e os que desejam permanecer. nnÉ em torno da personagem Mariana (Nicoly) que os conflitos se formam. Seu namorado, Gabriel (Alan Recoba), é um dos idealizadores da revolta contra o imperador do Brasil. Outro representante da revolução é o irmão de Mariana, o jovem Martiniano (Wes Machado). Urbana (Simone Rebequi), a mãe, não concorda com a revolução e as ideias liberais vendidas por Gabriel, e faz forte oposição. Passando por temas como a relação passado e presente, o conflito entre tradicionais e progressistas, e a luta pela liberdade, a peça escrita em 1957 se passa na cidade fictícia de Pedreira das Almas durante os tempos da Revolta Liberal de 1842.
SETE CORTES ATÉ VOCÊ
A peça-performance, que dialoga com o teatro documentário e tramita entre o biográfico e a ficção, mostra o dilema de uma futura mãe que, ao descobrir na gravidez que seu filho virá ao mundo com vários problemas de saúde, precisa fazer uma escolha. A montagem propõe uma encenação pop, criando uma interlocução entre a cena ao vivo e o mundo virtual, apropriando-se da linguagem das redes sociais como Youtube e TikTok, além de apresentar a narrativa em sobreposições de mídias como cinema e animações. O texto foi um dos vencedores do 7º edital da Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do Centro Cultural São Paulo.
