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SONHOS ROUBADOS

Mariana Loureiro estrela solo Sonhos Roubados em maio na Casa Teatro de Utopias

Com direção de Zé Pereira e Luiza Magalhães, solo retrata uma mulher que procura resgatar sua identidade. Trancada em seu apartamento à espera de um homem que nunca chega, ela passa a observar os vizinhos pela janela, roubando suas histórias

Uma reflexão sobre o papel da mulher na sociedade é o que propõe o solo Sonhos Roubados, protagonizado pela atriz Mariana Loureiro, que estreia na Casa Teatro de Utopias.

A trama acompanha a longa espera de uma mulher por seu amante. Enquanto aguarda trancada em seu apartamento, ela observa seus vizinhos pela janela – e passa a inventar e encenar suas histórias no espaço do seu confinamento, vivenciando situações de solidão e violência, mas também de erotismo, sarcasmo e humor ácido, em um jogo que a seduz e a absorve.

Nesse jogo de espelhos com os vizinhos, ela começa também a refletir sobre os papéis da mulher em nossa sociedade, percebendo que não é só o relacionamento que a aprisiona, mas também as estruturas, as expectativas, as culpas e os medos que a acompanham. Afinal, o que é ser mulher?

A partir dessas histórias, a personagem busca se desvencilhar das máscaras que veste como defesa ou fuga, abrindo mão dos modelos copiados, dos sonhos roubados como se fossem dela própria. Mas quem é ela sem esses sonhos? Em sua jornada de descoberta, ela irá antes se perder nesse caldeirão que mistura realidade e fantasia, desconstruindo tudo que ela é, ou pensa que é. Essa viagem será também curiosa, bem-humorada, excitante, reflexiva e, por fim, catártica.

O foco da encenação é explorar o trabalho da atriz e a atmosfera lúdica na composição desses diversos “personagens dentro da personagem” e a relação com o público, que se torna uma espécie de voyeur, como se também ele estivesse observando essa mulher sem ser notado. A peça propõe ao público questões como: quem está observando quem? Não estaríamos todos nós vivendo sonhos roubados?

Sobre a encenação
Apesar da simplicidade aparente (apenas uma atriz, um único cenário), Sonhos Roubados é uma peça de muitas vozes e muitas camadas. Sem uma marcação clara de onde começa ou termina cada camada, o espetáculo nos convida a experimentar a confusão mental da personagem e a embarcar em uma atmosfera de sonho e delírio.

Existe uma primeira camada, mais imediata, que mostra a rotina da personagem em seu isolamento. A esta se sobrepõe uma segunda, da história desse romance abusivo; e a esta uma terceira, com as histórias dos vizinhos, espiadas ou inventadas. E sobre estas se revela uma outra, quase imperceptível, com os comentários e reflexões da própria atriz Mariana Loureiro.
Luz, som e projeções serão usadas para evocar lembranças e delimitar mudanças e passagens, mas o foco da encenação está na interpretação e nas transformações corporais da atriz, às vezes recorrendo ao naturalismo, às vezes flertando com o grotesco e o surreal. Ainda que o tom principal da peça seja dramático, a encenação irá explorar a riqueza do jogo proposto pelo texto, permitindo momentos de humor, erotismo e absurdo.
Os elementos cenográficos e figurinos são minimalistas, servindo de suporte para a interpretação, mas acrescentando detalhes sutis que contribuem para a atmosfera de sonho. A ideia é distribuir o público de forma que a atriz caminhe entre os espectadores, favorecendo uma comunicação mais direta e intimista.

Sobre Mariana Loureiro
Formada em Artes Cênicas pela ECA-USP. Foi integrante do CPT, dirigido por Antunes Filho, realizando temporada do espetáculo “Drácula e outros Vampiros”, no Brasil e Espanha. Em Londres, atuou em três espetáculos junto com a companhia teatral do Riverside Studios. Também, atuou na peça “Rua do Medo”, de Leonardo Cortez (texto indicado ao prêmio Shell), com direção de Marcelo Lazzaratto e, entre outros espetáculos, protagonizou “Bem-Vindo, Estranho”, da autora britânica Angela Clerkin, realizando turnê no Brasil e Portugal.

No cinema e na TV, trabalhou com os diretores Fernando Meirelles (Felizes Para Sempre – Rede Globo), Walter Salles (Abril Despedaçado), Carlos Reinchenbach, Ricardo Elias, entre outros. Protagonizou “Carmo – Hit The Road”, longa-metragem de Murilo Pasta, vencedor do prêmio de público da Mostra Internacional de Cinema de SP e presente na seleção oficial do Festival de Sundance. Participou de séries de TV na BBC de Londres (Casualty), na Fox Brasil (9mm) e na MTV (Copa do Caos). Atualmente, pode ser vista no filme “Chorar de Rir” (HBO) de Toniko Melo.

Ficha Técnica:

Idealização: Zé Pereira e Mariana Loureiro
Direção: Zé Pereira e Luiza Magalhães
Elenco: Mariana Loureiro
Dramaturgia: Zé Pereira com colaboração de Mariana Loureiro
Direção de movimento: Luiza Magalhães
Figurino: Camila Bueno
Cenografia: Bruno Fernandes
Design de luz: Felipe Stucchi
Design de som: Bruno Fernandes
Vídeo e fotos: Mia Shimon
Arte gráfica: Claudia Furnari
Produção: Cotiara Produtora – Ana Elisa Mello e Samya Enes
Assistência de Produção: Letícia Rodrigues
Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

 

 

 

 

Texto disponibilizado pela produção do espetáculo.

Detalhes da peça

Status

Encerrada

Temporada

De 06/05/2023 até 21/05/2023

Dias

sáb 20h, dom 18h

Duração

75 minutos

Valor

R$80 (apoiador) / R$40 (inteira) / R$20 (meia)

Região

Zona Oeste / São Paulo

Teatro / Espaço

Casa Teatro de Utopias
R. Duílio, 46, Lapa, São Paulo/SP - 05043020

Estacionamento

Cafeteria

Sim

Telefone

(11) 94109-3191

E-mail

utopias@casateatrodeutopias.com.br

18

Classificação indicativa

Não apropriado para menores de 18 anos

Galeria de fotos
Fotos por Mia Shimon
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