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A PROCURA DE UMA DIGNIDADE
Originalmente publicado no livro “Onde Estivestes de Noite?” (de 1974), “A procura de uma dignidade” conta a história da Sra. Xavier, uma mulher que pretendia assistir a um evento, mas vai parar, por engano, nos corredores subterrâneos do Estádio do Maracanã. Em busca de uma porta de saída, ela acaba mergulhando numa jornada interna em busca de sua própria identidade, na qual se confronta com seus mais profundos medos e desejos. Estas mensagens podem ganhar diferentes interpretações na dramaturgia de Clarice, especialmente na performance singular da premiada atriz.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
BLACK MACHINE
Em um embate radical com os cânones do teatro ocidental, Black Machine reinventa Hamlet e Ofélia numa peça pop. Ele é um Hamlet pós-colonial, atravessado por vozes de Frantz Fanon, Jean-Michel Basquiat, Aimé Césaire e Mano Brown. Ela é uma Ofélia insurgente, construída a partir de Lélia Gonzalez, Sueli Carneiro e Erykah Badu.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
GUERREIRA NA ESCURIDÃO
Beatriz é surdocega devido à Síndrome de Usher e convive com seu pai que tenta ajudá-la e protegê-la de todo jeito, mas também é muito ajudado e acaba aprendendo muito com ela, que com sua força de vontade, dedicação e perseverança, mostra-se uma Guerreira diante de seus desafios, tornando-se um exemplo de vida, de superação. Ela busca seus direitos, outras alternativas para suas atividades e contagia as pessoas com positividade, atitude e boa energia.
- Sábado18h
DELÍRIO
Baseado na obra do poeta Manoel de Barros (1916-2014), o espetáculo “Delírio”, com Jonas Bloch, estreia uma curta temporada no Rio de Janeiro, no dia 6 de setembro, no Teatro Vannucci, no Shopping da Gávea. Concebido pelo próprio ator, a peça faz um mergulho poético e encantador nas múltiplas facetas de Barros — considerado um dos maiores poetas brasileiros do século XX, celebrado por sua poesia inventiva, sensível e, nas palavras de Carlos Drummond de Andrade, “o maior poeta vivo”. A montagem reúne textos selecionados pelo ator, que convida o público a vivenciar rememorações, risadas, humanidade, memórias de infância e provocações, tudo inserido em um cenário também concebido por ele mesmo, mesclando painéis, objetos, texturas e desenhos inspirados no universo visual do vanguardista Arthur Bispo do Rosário.
- Sábado20h
- Domingo19h30
A INTRÉPIDA RAVOADA DE MAÇARICA & BATUÍRA
As amigas Maçarica e Batuíra, duas aves migratórias, reencontram-se no Carnaval, em Pernambuco, para a invernada, período em que se fortalecem antes do voo de volta para casa, no hemisfério norte. No verão em que se conheceram, eram duas avezinhas mal saídas do ovo, brincando na Lagoa do Peixe, no Rio Grande do Sul. A poluição e os obstáculos colocados pela intervenção humana em rotas migratórias estratégicas, entretanto, fizeram com que a dupla passasse anos sem se ver. Agora, já adolescentes, conhecem um novo local, um manguezal, onde viverão uma inesquecível aventura com seus novos amigos, o Caranguejo-Uçá e a Fulozinha, ser mítico protetor das matas, muito conhecido na cultura popular pernambucana. A especulação imobiliária na região e o encanto desse encontro – tanto o do mar com o rio, característico do manguezal, quanto o da amizade entre um caranguejo, uma ser mítico e duas aves – fazem com que a despedida se torne ainda mais difícil.
- Sábado16h
- Domingo16h
CARO KAFKA
Caminhando solitário por um parque, o escritor Franz Kafka nota uma menina que chora. Ele se aproxima e pergunta o motivo de sua tristeza. A menina conta que sua boneca havia sumido. Comovido, ele inventa que a boneca não desapareceu, mas fez uma viagem –, e se apresenta como “o carteiro das bonecas”. A partir desse dia, ele passa a trazer, semanalmente, cartas da boneca viajante para a criança, contando suas aventuras pelo mundo – até que um dia, o próprio Kafka recebe uma curiosa carta.
- Sábado15h
- Domingo15h
O JULGAMENTO DE SÓCRATES
Em uma Atenas tomada pela tensão entre tradição e pensamento livre, Sócrates — o filósofo que desafiava certezas e incitava a juventude a questionar — é arrastado ao tribunal. Acusado por 3 cidadãos atenienses de corromper os jovens e de profanar os deuses da cidade, ele enfrenta seu destino com ironia sagaz e lógica implacável. Em vez de suplicar por clemência, defende a vida filosófica como um dever sagrado, transformando sua apologia num manifesto eterno sobre liberdade e integridade.
- Quinta20h
- Sexta20h
A MANHÃ SEGUINTE
Na trama, Kátia (Carol Castro) e Tomás (Bruno Fagundes) se conhecem por acaso e, na manhã seguinte, acordam no mesmo quarto... cercados de incertezas. A situação já seria embaraçosa o suficiente, mas tudo ganha novos contornos com a chegada inesperada da mãe de Kátia (Angela Rebello), que não mede palavras, cheia de opiniões e sem qualquer filtro. E, para completar, Márcio (Gustavo Mendes), o irmão de Kátia, aparece com seu jeito inesperado, especialista em roubar a cena e bagunçar ainda mais o que já estava fora do controle. É uma história sobre afetos, tropeços e a beleza do improviso. Porque, às vezes, a vida só começa mesmo... na manhã seguinte.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
NÃO ME FAZ MENTIR PRA VOCÊ
O espetáculo teatral “Não me faz mentir pra você” nasce do desejo do diretor Christian Landi em revisitar a década de 1990 sob o ponto de vista de uma juventude às portas dos trinta anos — marcada pela individualidade e por uma abordagem mais flexível e liberal em relação ao sexo, mas atravessada pelo medo da pandemia da AIDS, que assombrava e dizimava milhares de pessoas. Foi também a geração da tecnologia, que cresceu junto com a internet, computadores e dispositivos eletrônicos. A peça convida o público a mergulhar em uma atmosfera emocional que os transporta para uma grande metrópole, acompanhando, como voyeurs, diferentes personagens inspirados em obras, trechos e dramaturgias expoentes dos anos 1990. Em cena, corpos em busca de afeto tentam preencher o vazio, o cinismo e o egoísmo que os consome, por meio de sexo, Ecstasy, junk food, Prozac, álcool e música pop.
- Sexta20h30
- Sábado20h
- Domingo19h
ANTES QUE SEJA TARDE
Vânia de Brito protagoniza um solo sensível sobre a relação entre filhos e pais idosos, inspirado no best-seller “Cuide dos pais antes que seja tarde”, de Fabrício Carpinejar. O espetáculo entrelaça memórias da atriz com as do autor para refletir sobre afeto, negligência e a urgência do cuidado na velhice, tocando o público com situações universais em um cenário minimalista e intimista.
- Quinta20h30
SOB O CÉU DE PARIS
O que parecia apenas uma visita de uma neta aos avós em um feriado prolongado se transforma em acontecimentos importantes e revelações. A peça fala sobre a forma como somos transformados pelo tempo e lugar em que vivemos.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
SYBILLA
Entre madeiras, serras e ferramentas, uma encomenda nada usual é feita e Solange, a cliente, precisa convencer Pedro, o marceneiro, a levar tal projeto adiante. Os personagens aparam as próprias arestas, desbastam os excessos, traduzem sensações e silêncios enquanto o miado de Sybilla funciona como um chamado para que continuem atentos à sua missão: existir.
- Quinta20h30
- Sexta20h30
- Sábado20h30
NOSSOS OSSOS
Tendo como cenário o submundo da noite de São Paulo, “Nossos ossos” é uma fábula visceral sobre a proximidade entre o amor e a morte: cada capítulo é associado a uma parte do esqueleto humano. O protagonista é Heleno, dramaturgo que resgata no necrotério o corpo de um michê e se impõe a missão de levá-lo até Poço do Boi, em Pernambuco. Durante os preparativos para a estranha aventura, ele relembra a própria história, da infância mirrada e pobre no sertão ao sucesso na metrópole paulistana. Na prosa poética de Marcelino Freire, uma fábula macabra sobre a proximidade entre amor e morte.
- Quarta20h
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo20h
OLGA
A dramaturgia de Luiz Fernando Lobo foi feita a partir de longa pesquisa em arquivos brasileiros, europeus e americanos, em documentos primários. A Ensaio Aberto reabre arquivos, escava e traz à tona documentos que confrontam a história oficial. “Os documentos, mesmo os aparentemente mais claros, não falam senão quando sabemos interrogá-los”, diz o historiador Marc Bloch. E complementa: “Nunca, em nenhuma ciência, a observação passiva gerou algo de fecundo. Olga é um exemplar da tradição do Teatro Documentário, que tem em Piscator e Peter Weiss seus precursores. A encenação realiza uma nova abertura da história ao apontar as contradições e camuflagens produzidas pela história oficial”.
- Segunda20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo20h
A GRANDE MAGIA
Comédia escrita em 1948, transita entre o real e o fantástico para abordar, com humor e ironia, a frágil fronteira entre verdade e ilusão. Em meio a um ambiente de veraneio, um número de mágica provoca consequências inesperadas e leva os personagens a confrontarem suas crenças, desencadeando reflexões sobre os limites entre realidade e fantasia.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
