Inf Peças
ESCREVENDO ROMEU E JULIETA
"Escrevendo Romeu e Julieta" é uma adaptação de Leo Lama para o clássico de William Shakespeare. Uma peça que teria aproximadamente quatro horas de duração foi reduzida a uma hora e meia pelo dramaturgo paulista. Lama traduziu e reescreveu a peça, sem que a estrutura principal do texto original fosse alterada. Também foi incluído o personagem do Bardo Inglês, que está em seu gabinete escrevendo "Romeu e Julieta" no ano de 1591, inspirado pela descida de um anjo mensageiro. Shakespeare escreve freneticamente enquanto as cenas acontecem. A novidade é que as personagens falam com ele algumas vezes e tentam interferir no que está sendo escrito. Shakespeare é convidado por uma das marionetes a interpretar Páris e assim experimentar o que escreve. O destaque fica para a cena final em que o Bardo enfrenta, em um duelo de palavras, Romeu, que pede para escrever seu próprio final. A montagem evidencia os símbolos alquímicos que estavam "escondidos" na obra.
SOBREVIVENTE – COM NENA INOUE
'Sobrevivente' é a segunda parte da trilogia iniciada com 'Para Não Morrer', que lhe rendeu o Prêmio Shell de Melhor Atriz em 2019. Peça investiga as origens apagadas da atriz, descendente de japoneses, que descobriu recentemente sua possível ascendência indígena e, nesse caminho, revela a história escondida das mulheres da família que vieram antes, indígenas e não indígenas.
CINCO POEMAS PARA A SENHORA R
Cinco poemas para a senhora R é um espetáculo que revisita parte da história de Rita Braun, judia polonesa que sobreviveu ao holocausto, uma das últimas testemunhas vivas desse período, e que vive em São Paulo com a família desde 1946. Ele acontece na forma de cinco poemas cênicos, criados a partir dos relatos de Rita contidos em seu livro de memórias, de entrevistas gravadas ao longo de sua vida e de depoimentos dos familiares; também de uma parte ficcional, criada a partir das histórias, pensamentos e vivência dos intérpretes e de toda a equipe de criação que participou ativamente do processo de construção da dramaturgia e do espetáculo.
O LEGÍTIMO PAI DA BOMBA ATÔMICA
O Legítimo Pai da Bomba Atômica leva para o palco questões políticas, históricas e técnicas que envolvem a criação da bomba atômica e o que significaria para a humanidade o uso dessa arma na atualidade. A montagem também contribui com um importante debate sobre questões étnicas como representatividade e lugar de fala, pois personagens reais de diversas nacionalidades (alemão, americano, húngaro etc.) são interpretados por atores nipo-brasileiros, integrantes do Coletivo Oriente-se.
- Sexta
- Sábado
- Domingo
MISERY – LOUCA OBSESSÃO
Após sofrer um grave acidente de carro, o famoso escritor Paul Sheldon, conhecido pela série de best-seller sobre a personagem Misery Chastain, é resgatado pela enfermeira Annie Wilkes. Autointitulada a principal fã do autor, Annie se revolta com o desfecho trágico da personagem Misery descoberto em um manuscrito de Sheldon e o submete a uma série de torturas e ameaças.
VINGANÇA VOYEUR
Com dramaturgia de Julia Terron e Victor Moretti, a história começa em um bar, onde o público acompanha um grupo de mulheres que estão atrás do dono do estabelecimento que abusou sexualmente de uma delas. O que aconteceu é revelado aos poucos, enquanto as garotas e o público estão conectados por meio de um rádio, escutando conversas intimas através de fones de ouvido. Um a um, elas procuram seduzir os envolvidos no abuso e tirá-los de lá, com o público como cúmplice.
ORESTEIA.BR
Em cena, a saga dos Átridas, desde o sacrifício de Ifigênia, pelo pai, o rei Agamêmnon, como condição para a partida das frotas até a destruição de Tróia e o resgate de Helena, sequestrada por Páris. Dez anos depois, em seu retorno, Agamêmnon é assassinado pela rainha Clitemnestra e seu amante Egisto, como vingança pela morte da filha. Tempos depois, o filho, Orestes, com a ajuda da irmã, Electra, vinga a morte do pai, assassinando a mãe, o que o leva a um julgamento no contexto de um novo tribunal, instaurado pela deusa Atena.
A MULHER E UM CORPO
O relato de um desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo no programa Roda Viva, da TV Cultura é o disparo de A Mulher e um Corpo, solo da atriz Bete Correia. A montagem com dramaturgia de Kiko Marques e direção de Eric Lenate traz à cena a figura de uma mulher ao lado de um corpo desconhecido em decomposição coberto por sacos de lixo em uma comunidade periférica de São Paulo. Em tom de suspense, o público vai descobrindo as nuances da história dessa mulher, que luta contra as tentativas de retirarem o cadáver que está ao seu lado.
- Sábado20h
- Domingo19h
STALKING – UM CONTO DE TERROR DOCUMENTAL
“Stalking - um conto de terror documental” é uma peça true crime baseada em um caso real de perseguição: no ambiente de trabalho, uma mulher começa a sofrer uma relação de assédio que transforma sua vida em um verdadeiro conto de terror. Em clima de deboche do patriarcado, a linguagem do espetáculo flerta com o universo do terror e dos contos de fadas, mapeando estruturas que precisamos desarmar para combater o machismo patriarcal tão fortemente enraizado em nossa sociedade.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
A AFORISTA
A peça apresenta como um dos personagens centrais o famoso pianista John Marcos Martins. Outro pianista, Polacoviski, tem um destino trágico. A narrativa desenvolve-se a partir das lembranças, pensamentos e imaginação da terceira personagem, a narradora, amiga de John Marcos Martins e de Polacoviski, e por eles apelidada de aforista*. A narradora, que está sempre andando e enquanto anda, pensa em como se deu tudo. Sua relação com seus antigos amigos de faculdade, o caminho que cada um seguiu. E onde esses caminhos os levaram. E o quanto esses caminhos tomados influenciaram inclusive na vida uns dos outros.
- Quinta
- Sexta
- Sábado
- Domingo
E SE A PORTA CAIR SEGUIREMOS SENTADOS APENAS MAIS VISÍVEIS
O espetáculo coloca em cena um julgamento em que todos os participantes ocupam, ao mesmo tempo, as posições de juízes, réus, advogados de defesa e acusação. A ideia é sugerir ao mesmo tempo um tribunal revolucionário, um coro trágico, uma autocrítica de rede social, uma psicanálise de desenho animado, para refletir sobre como, no debate urgente sobre os rumos políticos do presente, a força de transformação parece paralisada pela confusão entre culpa e responsabilidade, vergonha e masoquismo, acusação e ressentimento.nnEle encerra a Trilogia dos Afetos Políticos. A trilogia inclui ainda O que você realmente está fazendo é esperar o acidente acontecer e E o que fizemos foi ficar lá ou algo assim. As três peças foram criadas durante um processo de crise política nacional (pra não dizer mundial), que foi só se agravando ao longo dos anos. Elas buscam refletir sobre esse processo e têm uma coincidência: todas tiveram a reta final do processo de criação num ano eleitoral. A primeira estreou em outubro de 2014, a segunda em janeiro de 2019 e a última será após o primeiro turno das eleições de 2022.
LABIRINTHOS EM PROCESSO
SINOPSEnQuando o rei de Creta morre, Minos reivindica o trono, pedindo a Poseidon que lhe envie uma confirmação. O deus atende e Minos assume o poder. Mas o novo rei não cumpre a promessa. Furioso, Poseidon castiga o mortal: faz com que sua esposa, Pasífae, enlouqueça, se apaixone pelo touro e engravide do animal. Nasce, então, o Minotauro, criatura com cabeça de touro e corpo de homem, que é encarcerado em um labirinto.
