Inf Peças
CORDÉLIA BRASIL
A peça se passa em uma quitinete decadente no Rio de Janeiro e coloca em foco a coragem diante de toda opressão e exaustão vivida pelas mulheres. Na trama, Cordélia (interpretada por Paula Goja) tenta resistir à miséria e ao marido inerte. Numa jornada entre explosões de afeto e ironia, ela trabalha como auxiliar de escritório e começa a se prostituir para sustentar seu companheiro Leônidas (Antonio Pina), que vive em constante procrastinação. A chegada do jovem Rico (Pedro Pedruzzi) acaba estremecendo a relação entre os dois.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo18h
QUANDO SOMOS QUANDO
Escrita em 1928 por Virginia Woolf, “Orlando: Uma Biografia” conta a história de um jovem nascido no século 16 que vive por mais de 300 anos. Aos 30 anos, na metade do livro, ele passa por uma misteriosa mudança de sexo e se transforma numa mulher. Aos 36, ela é vista pela última vez, no dia 11 de outubro de 1928. O que aconteceu com Orlando depois disso, ninguém sabe bem. Ao longo do século 20, ele percorreu dezenas de países trabalhando como bailarina em diversas companhias e também dominou a técnica da mudança de sexo e da oscilação de gênero: ora aparecia como mulher, ora como homem. Quando Somos Quando imagina o que aconteceu com o personagem após o livro e nos abre um caminho para pensar a própria natureza da Dança.
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo19h
CAMISETA DE AMORA
“Camiseta de Amora” traz a linha tênue entre a vida e o sonho, desdobrada na jornada póstuma de um garoto periférico de 11 anos, cujas reflexões profundas ganham vida após a sua morte. É o primeiro espetáculo do coletivo AGÔ – Teatro Popular e traz à efervescência da favela, seus sons, sabores e dessabores, revisita suas memórias íntimas, e tece um rico painel de vivências que abraçam desde ancestralidades e religiosidade até os desafios da violência do Estado e a ausência de infraestrutura básica.
- Sexta21h30
- Sábado18h30
- Domingo18h30
PRISMA
PRISMA – eu sou assim é uma aventura cheia de graça que se passa dentro e fora da cabeça de uma menina autista. A peça é o ponto de vista bem-humorado e inusitado desta criança e a plateia acompanha sua história: o nascimento, a infância, as relações familiares, a escola, as interações com os amigos e as primeiras descobertas de vida.
- Sábado11h
MULHER EM FUGA
A narrativa da peça acompanha Monique, a mãe do autor, em diferentes momentos de sua vida: gesto literário ao mesmo tempo, íntimo e político, que expõe as engrenagens sociais que silenciam e subjugam mulheres da classe trabalhadora. Entre a luta e a libertação, o que vemos é uma mulher que insiste em recomeçar. E, nesse gesto, Monique se torna também o retrato de tantas mulheres brasileiras que, contra todas as adversidades, assumem a chefia de suas famílias e reinventam suas vidas. Édouard Louis participa da encenação “Mulher em Fuga” por meio de voz off, na cena em que ele e sua mãe conversam ao telefone.
- Quinta20h
- Sexta20h
- Sábado20h
- Domingo18h
CÃO
CÃO é uma colaboração entre os grupos Clowns de Shakespeare (RN) e Magiluth (PE), que nasceu de uma pesquisa sobre o Brasil contemporâneo, suas contradições, afetos e resistências, com foco na questão do trabalho precário em suas diversas facetas. Um grupo de trabalhadores de eventos — mestres de cerimônia, técnicos de som e luz, cenógrafos, produtores, seguranças e outros —, após trabalharem ininterruptamente por 48 horas para garantir que o teatro estivesse impecável para a posse do recém-eleito líder da jovem república do Lácio, recebe uma notícia que interrompe toda a programação e os coloca em uma situação de extremo estresse e submissão aos interesses de pessoas poderosas cujas motivações lhes são incompreensíveis. A partir dessa situação fabular, CÃO lança luz sobre o lugar do trabalhador no Brasil contemporâneo, na América Latina e no mundo.
- Quinta19h
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo18h
DEPOIS DO SILÊNCIO
Em cena, as atrizes Camila Guerra e Naira Carneiro interpretam Anne Sullivan e Helen Keller, respectivamente. A atriz Renata Rezende (surda) traz ao palco um contexto autobiográfico, criando um diálogo paralelo entre o período em que viveram as personagens (os anos 1890) e os dias atuais. Combinando teatro e dança, o espetáculo é encenado em português e em libras pelas próprias atrizes tornando a montagem inclusiva para surdos. “A peça não só pretende contribuir para a reflexão de jovens e adultos sobre a temática da acessibilidade e visibilidade das pessoas com deficiência, mas também ser um exemplo de inclusão a partir do encontro de atrizes ouvintes e surdas em cena”, conta Naira Carneiro.
- Terça20h
- Quarta20h
TENENTE SEBLON
Um dia, esse gravador é roubado e passa a circular nas mãos de um estranho. Sendo chantageado pelo estivador César, ele se lança num jogo de sedução e crime. Um legionário assassinado na cidade e uma invasão seguida de roubo de expressiva quantia no navio temperam a trama num misto de drama e suspense. Inesperadamente um triângulo amoroso é formado com final surpreendente. O navio vai zarpar. Quem segue com eles?
- Sábado20h
- Domingo20h
BARULHOS
A peça acompanha Rosa, uma menina que, enquanto vivencia com a mãe o luto pela morte da avó, passa a encontrar em seus sonhos uma garota misteriosa que procura sua casa perdida. Nesse universo onírico, em que um barulho estranho desloca o chão e arrasta todas as casas, Rosa e a menina percorrem uma jornada repleta de figuras fantásticas — como uma onça falante, uma cabeça sem corpo e uma guia cientista — em busca daquilo que não para de se mover. Ao final, Rosa descobre que a garota misteriosa é sua avó quando criança; e ao compartilhar esse sonho com a mãe, abre um espaço de escuta afetiva, revelando o sonho como ferramenta de elaboração e transformação.
- Sábado15h
- Domingo15h
ZERO GRAU
Na trama, Amanda é jovem, rica e perdida. Filha de uma família abastada e corrupta, vive sob a pressão de ser feliz e bem-sucedida – mas sem saber ao certo quem é ou o que quer da vida. Em meio a um tratamento psicanalítico, Amanda se depara com a mais dura das escolhas, ser ou não ser. E é nesse limiar que sua vida começa a ser construída. Usando de metalinguagem a peça faz um paralelo com HEDDA GABLER de Ibsen, onde nossa atriz principal vive na ficção o que planejava na sua própria vida.
- Sexta19h
- Sábado19h
- Domingo19h
MINHA VÓ RI
Minha Vó Ri é o primeiro monólogo da atriz Júlia Bernat, com direção de Débora Lamm. Combinando autoficção e o conceito de palestra-performance, a peça costura memórias familiares com uma extensa pesquisa sobre a história do ativismo lésbico no Brasil e no mundo. Em um ato de resistência e busca por pertencimento, a atriz resgata figuras históricas como a ativista brasileira Rosely Roth e intelectuais como a cineasta Chantal Akerman. A trilha sonora é um manifesto à parte, com canções de grandes artistas lésbicas como Ângela Ro Ro, Cássia Eller e Leci Brandão. Uma partilha sensível sobre ancestralidade e visibilidade lésbica.
- Segunda19h30
- Quinta19h30
- Sexta19h30
- Sábado19h30
- Domingo19h30
AQUI, AGORA, TODO MUNDO
Um garoto à beira de um abismo. Curvado sobre o parapeito de sua varanda, ele não salta, mas também não recua. Nesse instante suspenso, sua história explode como um quebra-cabeça lançado ao ar, cujas peças caem em desordem. A partir desse limite entre o fim e a possibilidade de continuar, o espetáculo convida o público a mergulhar na mente de um homem em reconstrução. Entre memórias que surgem fora de ordem, como quem tenta remontar um passado que já não se encaixa, acompanhamos a jornada de uma criança gay sensível que atravessa a vida adulta marcada por afetos intensos, silêncios dolorosos, heranças familiares tortas e a solidão de existir em um corpo dissidente.
- Segunda19h
- Sábado19h
- Domingo19h
O SEGREDO DE BROKEBACK MOUNTAIN
O Segredo de Brokeback Mountain é uma história de amor entre dois cowboys no interior dos Estados Unidos na década de 60. Jack Twist e Ennis del Mar são jovens que se conhecem ao serem contratados para cuidar das ovelhas de Joe Aguirre em Brokeback Mountain. Os dois cowboys, pobres, ao passarem semanas isolados, no frio e em más condições de trabalho, começam a criar uma intimidade que se transforma em um romance intenso e conflituado. Com o fim do trabalho, voltam às suas vidas, deixando um enorme pedaço de quem são em Brokeback Mountain – e que passam o resto de suas vidas tentando recuperar. A peça é de Ashley Robinson, adaptada do conto de Annie Proulx, que teve uma notória e premiada versão de Ang Lee para o cinema. A história atravessa personagens profundamente humanos e faz pensar sobre a intolerância, os medos, as fragilidades, os interditos e o poder do amor.
- Quarta20h
- Quinta20h
HABITAT
A jornalista Nádia (Fernanda de Freitas) entrevista o assassino confesso Adailton (Rafael Primot), que, por sua vez, acusa o executivo Tite (Rogério Brito) de ser o mandante do crime ocorrido dentro de um supermercado. A partir desse encontro, o caso ganha novas proporções nas mídias sociais e desencadeia uma série de desdobramentos inesperados. Inspirado em um fato real. Um incidente trágico que dá início a um intenso drama sobre preconceito, busca por justiça e a manipulação da verdade em uma sociedade marcada pela força da mídia e por julgamentos precipitados. Dirigido por Lavínia Pannunzio e Eric Lenate, traz no elenco nomes como Fernanda de Freitas, Rafael Primot e Rogério Brito. O texto, relevante para os dias atuais, recebeu o prêmio do Estado para montagens inéditas (Proac 2024).
- Terça20h
- Quarta20h
- Quinta20h
O CÉU NO MEIO DA CARA
Laura é necromaquiadora (prepara os corpos dos defuntos para os velórios) e, enquanto está maquiando a própria mãe morta na frente da família, a avó relembra momentos e pessoas que foram decisivas em sua vida. A memória de Carmelita é povoada por personagens que compuseram sua trajetória em Manduim, cidade fictícia do interior de Minas Gerais. As atrizes são acompanhadas pelo músico Frederico Santiago, que assina a direção musical e executa a trilha sonora ao vivo, além de ter uma participação inusitada ao longo do espetáculo.
- Segunda20h
- Sábado20h
- Domingo20h
